design digital

Recebi uma ótima sugestão (valeu, Soba!) para falarmos de design no meio eletrônico. Tema muito atual e em franco desenvolvimento. Os meios eletrônicos que atua um designer hoje são muitos: site, hotsite, blog, jogos, ebook (livro digital) e afins.

O design digital possui  vantagens e desvantagens em relação ao design impresso. A começar pelas desvantagens, o meio digital possibilita menor abrangência nas escolhas para construir um desenho gráfico. Isso engloba tipografia, formatos, tamanho de textos, disposição gráfica, entre outros. Em relação à escolha da tipografia para uso em sites, por exemplo, a gama de fontes disponível (e viável para não tornar o site muito pesado) é muito menor do que na plataforma gráfica.

Outra desvantagem da plataforma digital, é não termos absoluto controle de nossa criação, ou seja, a visualização de um site, por exemplo, depende do monitor do usuário, da configuração de seu computador. Ao contrário da plataforma de editoração, na qual possuimos total controle de como ficará o desenho gráfico que desenvolvemos, já que a página é estática.

Por outro lado, também existem vantagens do meio digital em relação ao meio impresso:  interatividade, interface, navegação, animação e efeitos sonoros são algumas delas. O conceito de interatividade dá ao design digital um novo desafio: não basta pensar apenas no desenho gráfico, mas também é preciso levar em consideração a relação da interação entre o objeto/projeto e o usuário.

“(…) o design de sistemas interativos deixa de ater-se somente ao design de seus elementos, como as GUI (graphical user interface), para concentrar-se na relação entre usuários e seu ambiente – seja ele virtual, físico ou híbrido, tanto do ponto de vista tecnológico quanto comunicacional (Paraguai, Tramontano, 2006, p.2).”

No processo de criação em ebooks, por exemplo, temos várias opções de formatos digitais, com diferentes vantagens e possibilidades. Os formatos mais comuns utilizados hoje são basicamente os seguintes:

  • PDF: conteúdo estático ou com baixa interatividade. Se for  um arquivo digital gerado a partir de um software de editoração gráfica (InDesign, por exemplo), o desenho gráfico permanece idêntico ao arquivo original, ou seja, as tipografias escolhidas, a diagramação, tudo é fiel ao arquivo-base em que foi criado. Para ter acesso à esse tipo de arquivo, é necessário somente o programa Acrobat Reader (ou outro compatível), disponível gratuitamente na internet, instalado no computador. Vantagem: fidelidade ao desenho gráfico original. Desvantagem: baixa ou nenhuma interatividade.
  • HTML: páginas eletrônicas com maior possibilidade de interatividade e mais restrições em relação às escolhas para criação do design (escolhas tipográficas, disposição de elementos etc). Esse tipo de formato necessita de um navegador de internet para ser acessado. Vantagem: interatividade. Desvantagem: restrições nas escolhas que compõem o design.
  • e-PUB (eletronic publication): formato de arquivo digital específico para ebooks. Para ter acesso à esse tipo de arquivo, são utilizados dispositivos de leitura, tais como o kindle ou iPad. Esse tipo de arquivo possui o conteúdo fluido, ou seja, o usuário pode configurar algumas especificações de acordo com o seu gosto pessoal, dentro das possibilidades que seu dispositivo digital oferece. Por exemplo: o usuário pode escolher a tipografia do texto, aumentar ou diminuir o tamanho da fonte, definir o manuseio de leitura – como virar a página, por exemplo. Vantagem: alta interatividade nas interfaces. Desvantagem: restrições nas escolhas que compõem o design.

Outras vantagens do livro digital, que saem do âmbito do design, é a portabilidade – você pode carregar num leitor de livro digital um grande número de livros, por exemplo, ou fazer o download de arquivos em sites de qualquer parte do mundo – e o baixo custo (não está envolvido no processo de produção, por exemplo, o custo de impressão), podendo chegar a um valor 80% menor – quando não gratuito – do que um livro impresso.

Vantagens e desvantagens à parte, o design digital deve ser tratado com a mesma importância do desenho gráfico, respeitando suas restrições de produção e desfrutando de suas vantagens de interação de interface. Os conceitos de hierarquia, uso de cores, desenho visual são válidos para todas as áreas do design – seja ele digital ou impresso -, e devem ser pensados e desenvolvidos com consciência.

Para saber mais sobre esse assunto, veja o artigo de José Neto de Faria, no endereço: http://blogs.anhembi.br/congressodesign/anais/artigos/69685.pdf

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