o olhar hábil de Moema

Hoje tive a imensa honra de conhecer pessoalmente uma das mais relevantes designers de capas da nossa história, vencedora de 5 prêmios Jabutis e cheia de histórias pra contar: Moema Cavalcanti é uma daquelas pessoas que dá vontade de passar o dia conversando e olhando a sua produção de capas (uma estante enorme, cheia de livros). Hoje ganhei o privilégio de ouvir um pouquinho de suas histórias.
Só pra dar água na boca: quando morava em Recife, o pai de Moema recebia em casa muitos amigos intelectuais, entre eles, estava Aluísio Magalhães e outros integrantes do Gráfico Amador. Moema via, em primeira mão, as produções experimentais de vanguarda dessa turma.
Conheci o trabalho de Moema há uns 20 anos, quando estava na faculdade. Me encantei com o seu olhar de designer, muitas vezes em que uma capa me chamava na livraria, ao conferir o nome do capista, lá estava ela: Moema Cavalcanti. Na década de 80, criações das capas “O olhar”, “O desejo” (prêmio Jabuti, 1991), “O sentido da paixão”, e “Ética”, todos da Cia das Letras, foram muito impactantes, o uso de faca especial na época não era algo comum. Aliado à isso, Moema consegue a síntese absoluta em suas capas, daí a força do seu trabalho.
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Desde então, sou fã de Moema, que permanece ativa com o seu olhar precioso, hábil em captar – até nas coisas que, para a grande maioria, passariam despercebidas – a beleza e a força plástica e as transformar em presentes para o nosso olhar, seja em suas capas de livros ou nos quadros pendurados em sua linda sala.

Esse foi o presente que ganhei dela hoje: uma linda capa costurada e rasgada, que arremata com chave de ouro o meu dia e a inspiração de prosseguir adiante acreditando em nosso trabalho de designer e valorizando os talentos que fizeram, e fazem, a nossa história. Moema é disciplina obrigatória.
Obrigada, Moema.
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narrativas criativas

Em breve, lançamento do livro Estratégias criativas da publicidade, de João Anzanello Carrascoza (Editora Estação das Letras e Cores), capa da Entrelinha.

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Nesse livro, o autor descreve a narrativa publicitária sob o viés dionísiaco, da lógica da emoção. Nesse sentido, o livro aborda a aproximação desse tipo de escrita publicitária com as narrativas de um mundo da ficção, da literatura, que toca o leitor num nível mais profundo e se distancia de clichês da narrativa superficial.

O desenho de capa foi criado com esse conceito em mente. Foram recortadas três janelas em papéis sulfite, para gerar profundidade e sombra. As folhas de papel foram fotografadas sobrepostas. O título não se encontra no primeiro nível, superficial, mas sim, no nível mais profundo da composição.

O visual da capa traz também um momento poetizado, “o olhar dentro do olhar”, em sintonia com o encantamento estético da narrativa publicitária abordada nesse livro.

A cor vermelho escuro tem relação subliminar com Dionísio, conhecido como Baco na mitologia romana, Deus grego do vinho.

Foram utililizadas duas tipografias distintas na capa: um tipo serifado contemporâneo no título, para diferenciá-lo – e destacá-lo – dos outros textos (nome do autor e textos de quarta capa e orelhas), nos quais foram aplicados uma fonte sem serifa, a mesma do miolo.

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Para ver mais, visite o site da Entrelinha.

lançamento: não, sim, talvez

Com grande prazer, convido para o lançamento do meu livro infantil Não, sim, talvez (Sesi-SP Editora, 2014), com lindas ilustrações de Ionit Zilberman, no próximo sábado, dia 8/3, às 15h, na Livraria Novesete (rua França Pinto, 97 – Vila Mariana – próximo ao metrô Ana Rosa).

Haverá contação de história às 16h, com Gizele Panza e Alda Brito.

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Espero vocês lá! Convidem os amigos e os amigos dos amigos.

Release do livro

As crianças adoram fazer perguntas e nem sempre se contentam com as primeiras respostas. Para relatar esse mundo de perguntas e respostas que envolve filhos, pais, responsáveis e educadores, a SESI-SP Editora lançará o livro Não, Sim, Talvez, de Raquel Matsushita e ilustrações de Ionit Zilberman. O evento será dia 8 de março, às 15h, na livraria Novesete, e contará com a presença de Gizele Panza e Alba Brito, contadoras de histórias, narrando causos, com direito a interação e brincadeiras.

Raquel Matsushita apresenta a história de um garoto que dialoga com a mãe e a irmã mais velha. O objetivo é reforçar que a troca de informações entre as crianças e os mais velhos gera um aprendizado qualificado. Já Ionit Zilberman completa essa aventura de descobertas por meio de uma linguagem visual que se intensifica ao longo da história, de acordo com a complexidade das perguntas do personagem.

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presente de Natal diferente

Que tal uma opção diferente para presentear nesse Natal?

O novo kit do Letra de mão contém, além dos 10 cartões com o verso em branco – para que você escreva para alguém querido – um cartão que contém o miniconto (Dia quinze).

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Faça a sua encomenda pelo email: letrademao@entrelinha.art.br

Letra de mão nasceu da vontade de valorizar um hábito que aproxima as pessoas: a escrita à mão, mais pessoal e refletida. A tecnologia, apesar de bem-vinda, acelera demais a vida. Pensamos que a escrita à mão possui um ritmo mais lento, o que dá margem para aflorar um sentimento por meio das palavras escritas.

O desejo de reforçar uma relação mais pessoal e afetiva entre as pessoas – basta lembrar como é gostoso escrever uma mensagem e o quanto dá prazer receber uma carta escrita à mão – é a essência desse projeto.

Inspire-se.