Trabalhos selecionados na ADG

Três vivas! Três trabalhos da Entrelinha Design selecionados para a 12ª Bienal Brasileira de Design Gráfico!

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Veja mais em:
Histórias de gente, histórias da gente
Mulheres no poder
Coleção Pedro fugiu de casa

E no site da Entrelinha.

Histórias da gente

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Esta é uma capa que constrói a história de muita gente: dos vinte autores-garis, da Entrelinha Design pela capa, de Walcyr Carrasco pelo prefácio, da CBL, Infinito Cultural e Inova pela idealização do projeto.

Foram selecionadas vinte histórias escritas pelos agentes de limpeza da cidade de São Paulo. As fábulas urbanas nos mostram que eles cuidam não somente das ruas, mas também das pessoas que convivem nelas. Retratam o cotidiano, há humor, tristeza, luta, amizade, coragem e até história de amor. Os escritores, guerreiros quase invisíveis, se enchem de luz ao lançarem a obra na Bienal do Livro de 2016.

Na capa, o instrumento de trabalho do gari e do escritor se fundem num só. Por meio do objeto de trabalho nos adentramos nas histórias tocantes de cada um. As cores remetem ao uniforme dos agentes, usado com orgulho inclusive no dia do lançamento.

Uma honra fazer parte desse lindo projeto.

Para saber mais:
http://www.storybox.com.br/bienaldolivrosp/

mesas de design na bienal do livro

Na Bienal deste ano, vou mediar duas mesas imperdíveis sobre design de livros:

  • Quem é o designer?, com Pedro Inoüe e André Lima. (16h)
  • Quem é o capista?, com Victor Burton, Gustavo Piqueira e Luís Bueno. (19h30)

No Anhembi, sábado, dia 03 de setembro, no estande das Edições Sesc.

Vamos?

Bienal do Livro SP
Av. Olavo Fontoura, 1209
www.bienaldolivrosp.com.br
de 24/08 a 04/09/2016

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o anel do nibelungo

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O anel do nibelungo é a mais importante ópera de Richard Wagner. Sua história forma uma teia das várias lendas dos povos do norte da Europa, que foram sendo construídas ao longo de milênios e se emaranham com outras lendas ocidentais. O livro, projeto gráfico da Entrelinha, é uma adaptação dessa obra escrita por Gabriel Lacerda, com ilustrações de Arthur Rackham (Edições de Janeiro).

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o olhar hábil de Moema

Hoje tive a imensa honra de conhecer pessoalmente uma das mais relevantes designers de capas da nossa história, vencedora de 5 prêmios Jabutis e cheia de histórias pra contar: Moema Cavalcanti é uma daquelas pessoas que dá vontade de passar o dia conversando e olhando a sua produção de capas (uma estante enorme, cheia de livros). Hoje ganhei o privilégio de ouvir um pouquinho de suas histórias.
Só pra dar água na boca: quando morava em Recife, o pai de Moema recebia em casa muitos amigos intelectuais, entre eles, estava Aluísio Magalhães e outros integrantes do Gráfico Amador. Moema via, em primeira mão, as produções experimentais de vanguarda dessa turma.
Conheci o trabalho de Moema há uns 20 anos, quando estava na faculdade. Me encantei com o seu olhar de designer, muitas vezes em que uma capa me chamava na livraria, ao conferir o nome do capista, lá estava ela: Moema Cavalcanti. Na década de 80, criações das capas “O olhar”, “O desejo” (prêmio Jabuti, 1991), “O sentido da paixão”, e “Ética”, todos da Cia das Letras, foram muito impactantes, o uso de faca especial na época não era algo comum. Aliado à isso, Moema consegue a síntese absoluta em suas capas, daí a força do seu trabalho.
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Desde então, sou fã de Moema, que permanece ativa com o seu olhar precioso, hábil em captar – até nas coisas que, para a grande maioria, passariam despercebidas – a beleza e a força plástica e as transformar em presentes para o nosso olhar, seja em suas capas de livros ou nos quadros pendurados em sua linda sala.

Esse foi o presente que ganhei dela hoje: uma linda capa costurada e rasgada, que arremata com chave de ouro o meu dia e a inspiração de prosseguir adiante acreditando em nosso trabalho de designer e valorizando os talentos que fizeram, e fazem, a nossa história. Moema é disciplina obrigatória.
Obrigada, Moema.
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a festa do jabuti

jabutis_faceOntem, dia 18/11/2014, houve a grande festa de entrega do 56º Prêmio Jabuti, no qual os livros Alfabeto escalafobético (texto de Claudio Fragata e ilustrações de Raquel Matsushita, Jujuba Editora) ganhou o 1º lugar na categoria Didático e Paradidático; e o livro Graffiti – Fine Art (Sesi-SP Editora) ficou em 2º lugar, na categoria Capa.

O anúncio de ambos os livros no telão foi uma grande e emocionante alegria. A subida ao palco, junto com o autor Claudio Fragata e a editora Daniela Padilha, para recebermos o troféu de 1º lugar também foi um momento que ficará guardado para sempre. A sensação de receber dois prêmios dessa magnitude é indescritível.

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Ao final da entrega dos troféus de todas as categorias, foi solicitada a presença de todos os premiados no palco, para um grande brinde ao livro. A soma da alegria individual de se ganhar um Jabuti resultou em uma grande vibração conjunta, de enorme força e espírito de parceria entre os participantes.

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Alegria tripla de Claudio Fragata e Daniela Padilha na comemoração do nosso Alfabeto escalafobético.

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Meus grandes parceiros Rodrigo de Farias e Paula Loreto, da Sesi-SP Editora, na celebração pelo nosso prêmio de capa com o livro Graffiti – Fine Art.

Depoimentos

Foram publicados em mídia social pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) os nossos depoimentos acerca do Prêmio Jabuti.

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“O prêmio Jabuti possui grande valor acadêmico, técnico e cultural. Receber esse prêmio é atestar o reconhecimento desse valor no trabalho  do designer como parte integrante do processo de criação de um livro. O Jabuti, importante termômetro da produção de livros no Brasil, enaltece não somente o livro em si, mas também o criador. A valorização do profissional na área de design gráfico é fundamental para alimentar o círculo virtuoso do bom design. Além do valor estético, o design possui também um valor de negócio: o bom design vende mais. A valorização do design contribui na boa formação do designer, que, por sua vez, exerce um trabalho de melhor qualidade. É um círculo virtuoso no qual o prêmio Jabuti está inserido.” Raquel Matsushita

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“Sem dúvida, o Prêmio Jabuti é a mais alta forma de reconhecimento concedida a um autor brasileiro. É o endosso de que o criador fez escolhas técnicas e estéticas acertadas e de que sua obra tem significado cultural. É uma espécie de divisor de águas: posso definir minha carreira de escritor em “antes e depois” do Jabuti.” Claudio Fragata

“Receber um prêmio dessa magnitude é a certificação do reconhecimento do nosso trabalho como colaboradores na construção do processo da educação infantil. É um orgulho imenso fazer parte da formação dos pequenos leitores.” Raquel Matsushita

Agradecimentos

Agradeço pela intensa troca que me proporcionou Claudio Fragata, a quem admiro há tempos, para fazermos o livro em perfeita harmonia. Igualmente valiosa é a parceria e a confiança dos editores – Daniela Padilha, Paula Loreto e Rodrigo de Farias – para que possamos continuar com este fascinante trabalho de “fazedores de livros”, que tanto nos une. Ganhar o Prêmio Jabuti é uma confirmação de que nosso trabalho vale a pena.

Muito obrigada!

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Para ver mais sobre todas as categorias premiadas, clique aqui.
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