Trabalhos selecionados na ADG

Três vivas! Três trabalhos da Entrelinha Design selecionados para a 12ª Bienal Brasileira de Design Gráfico!

historias_foto1

Veja mais em:
Histórias de gente, histórias da gente
Mulheres no poder
Coleção Pedro fugiu de casa

E no site da Entrelinha.

Prêmio da biblioteca nacional

img_0642

Com imensa alegria a Entrelinha comemora a conquista do prêmio literário da Biblioteca Nacional 2016, com a coleção “Pedro fugiu de casa” (Edições de Janeiro), na categoria Projeto gráfico.

A coleção – editada por Renata Nakano, com texto de Jorge Nóbrega e ilustrações de Guazzelli – contém sete livros encartados em uma luva.

1 234567

Veja mais aqui.

A lista completa dos vencedores no site da Biblioteca Nacional.

o anel do nibelungo

2016-01-20 14.40.44

O anel do nibelungo é a mais importante ópera de Richard Wagner. Sua história forma uma teia das várias lendas dos povos do norte da Europa, que foram sendo construídas ao longo de milênios e se emaranham com outras lendas ocidentais. O livro, projeto gráfico da Entrelinha, é uma adaptação dessa obra escrita por Gabriel Lacerda, com ilustrações de Arthur Rackham (Edições de Janeiro).

2016-01-20 14.37.322016-01-20 14.38.192016-01-20 14.38.442016-01-20 14.39.282016-01-20 14.40.21

mulheres no poder

O livro Mulheres no poder (de Schuma Schumaher e Antonia Ceva, Edições de Janeiro), projeto gráfico da Entrelinha, aborda a participação das mulheres no âmbito da política, espaço de poder historicamente ocupado por homens. A obra apresenta a trajetória das mulheres no Brasil, que lutaram pela conquista do voto e ocuparam cargos no âmbito do Legislativo federal, no Executivo e Judiciário, abrindo novos caminhos para as mulheres.

2016-01-20 14.28.23

A capa foi impressa em duas cores pantone, cinza metálico aquecido pelo vermelho vivo. A medalha de prata é a honraria dada àquele que fica em segundo lugar, após o ouro. Esse segundo plano revela o espaço que as mulheres ocupam, ainda hoje, na esfera política.

2016-01-20 14.29.27

Na capa foi aplicada, de orelha a orelha, uma extensa tarja preta, uma alusão à censura sofrida pelas mulheres na participação da vida política. Num plano superior, por cima da tarja, em grandes proporções, encontra-se a palavra mulheres, revelando que o poder das mulheres na política tem a sua força reconhecida diante da censura e está acima dela.

2016-01-20 14.35.44

2016-01-20 14.30.15

2016-01-20 14.31.06

2016-01-20 14.33.07

2016-01-20 14.34.01

2016-01-20 14.34.48

Veja mais no site da Entrelinha.

 

manoel e adriana

“Penso que a harmonia é a arquitetura do nosso silêncio… que quase esconde o nosso júbilo e a nossa dor.” – Manoel de Barros

manoel_blog4

Entre essa frase encontram-se Adriana Lafer e Manoel de Barros. Uma amizade que fez nascer o desejo de realizar um livro em conjunto, cada um com seu olhar: Manoel com o texto e Adriana com as fotos.

Arquitetura do silêncio (Edições de Janeiro) é um projeto que reúne várias pessoas empenhadas em dar ao livro sua contribuição máxima. Edith Derdyk enxergou o livro como um objeto que proporciona uma liberdade de leitura quase infinita. Contribuição essencial para a criação do projeto gráfico, desenvolvido pela Entrelinha. A qualidade gráfica da impressão, assim como as imagens tratadas a dedo por Millard Schisler, estão impecáveis para esse projeto, que contou com um acabamento gráfico diferenciado.1  2a

2

O livro possui uma capa dura com duas lombadas: uma inteiriça e outra desdobrada para acomodar os dois livros separadamente. A capa dura tem também a função de grandes orelhas, nas quais se encontram as duas cartas manuscritas de Manoel para Adriana.

4a3Ao abrir a capa dura, há dois livros encartados, um de cada autor: de um lado, o livro de  fotos e de outro, o de poemas. A foto contínua aplicada em ambas as capas sugere, visualmente, a interação e o diálogo entre os dois autores. Assim como a primeira dupla de cada livro, onde há uma única foto que se extende de um livro para o outro. A partir daí, o leitor segue livre na sua leitura para criar suas próprias conexões.

3a8a9105Para ver mais, visite o site da Entrelinha.

 

 

para encerrar o ano com graça

carmen1O livro Carmen, a grande pequena notável (Edições de Janeiro), escrito por Heloisa Seixas e Julia Romeu, ilustrado por Graça Lima, com projeto gráfico da Entrelinha, encerra o ano de 2014 com muita alegria, cheio de cores.

Na mesma linguagem visual das ilustrações, o projeto gráfico foi inspirado no movimento art déco, em voga quando Carmen Miranda explode nas rádios. A tipografia utilizada no título na capa e das captulares do miolo, por exemplo, foi criada em 1929, por A. M. Cassandre: alfabeto Bifur. O texto em cada dupla está inserido em um box com adornos e capitular que também remetem à esse período.

A biografia de Carmen é narrada de forma cronológica. No início do livro, quando Carmen ainda era criança, as cores utilizadas nas ilustrações e no projeto gráfico são brandas, cada dupla recebe uma paleta de cor reduzida.

carmen6

 

carmen3

carmen7

A medida em que Carmen alcança notoriedade, as cores das ilustrações e do projeto gráfico ganham força e vivacidade. O aumento de cores da paleta acompanha, visualmente, a narrativa do livro, a agitação que se transformou a vida de Carmen após a fama.

carmen5carmen4

carmen2

 

 

Para ver mais sobre esse livro, visite o site da Entrelinha Design.

Um pouco sobre a art déco

Art Déco não foi exatamente um movimento, mas um estilo que influenciou várias áreas, como a arquitetura, as artes plásticas, o design gráfico e o design industrial. Surgido na década de 1920 em Paris, ganhou força nos anos 1930 na Europa e nas Américas. Embora deva muito de sua formação ao Art Nouveau, cuja arte era mais rebuscada, com curvas livres e o uso de ornamentos, o estilo Art Déco procura um design mais simples e geométrico, ainda que requintado e luxuoso.

Considerado uma tentativa de modernizar o Art Nouveau, que produzia peças muito caras para o consumo em massa, o Art Déco utilizava-se da produção em série para baixar o custo das obras. Ao contrário da Bauhaus, que pregava um design funcionalista, a Art Déco enfatizava o valor decorativo dos objetos.

Nesse período, inúmeros desenhos de tipos foram criados com características da arte decorativa. O tipógrafo Jan Tschichold lançou em 1928 a revista Die Neue Typographie, que se tornou referência dessa arte. Foi um momento de grande experimentação tipográfica; a partir de letras sem serifa, surgiram tipos elegantes, com grande contraste entre as hastes e os diferentes pesos. tipo1 tipos2

As formas déco traduzem o modernismo cosmopolita da época, com ênfase na exaltação da monumentalidade. Essa atração pelo monumental traduzia uma época em que o poder industrial das máquinas e a expansão capitalista serviam uma sociedade ávida pelo consumo e pelo prazer. Era o novo-riquismo da Golden Age.

Na arquitetura, o fascínio pelo grande era marcado pelos arranha-céus, como o marcante Chrysler (1930) em Nova York, que combinavam elementos neogóticos com grandes linhas verticais.

O estilo déco era facilmente identificado em capas de revistas, cartazes e livros, com a utilização de desenhos geométricos e sofisticados simultaneamente.

cartaz revista

Extraído do livro Fundamentos gráficos para um design consciente (Musa Editora).

 

 

a nova roupagem do peixinho

“Certa tarde, na Editora, joga xadrez com Toledo Malta, quando no intervalo entre dois lances, este lhe conta a história de um peixinho que por haver passado um tempo fora d’água “desaprendera a nadar”, e de volta ao rio afogara-se. ‘Perdi a partida de xadrez naquele dia, talvez menos pela perícia do jogo do Malta do que por causa do peixinho. O tal peixinho pusera-se a nadar em minha imaginação, e quando Malta saiu, fui para a mesa e escrevi a “História do Peixinho que Morreu Afogado” – coisa curta. Do tamanho do peixinho. Publiquei isso logo depois, não sei onde. Depois veio-me a idéia de dar maior desenvolvimento à história, e ao fazê-lo acudiram-me cenas da roça, onde eu havia passado a minha meninice.” (LOBATO apud CAVALHEIRO, 1962: 143)
Segundo vários biógrafos, esta teria sido a primeira história infantil escrita por Lobato, em 1920, quando ele era também editor.

O parágrafo acima foi citado por Marília Pirillo, autora do novíssimo A velha história do peixinho que morreu afogado (Edições de Janeiro), ilustrado lindamente por Guazzelli.

peixe2

peixe3

O livro foi impresso com dois pantones: roxo e cobre. O pantone cobre metalizado dá a sensação fantasiosa que o personagem requer no decorrer da história. A partir da fusão dos dois pantones, criou-se uma paleta de cor que mistura o real com o imaginário do personagem.

O projeto gráfico e as ilustrações intensificam a reflexão do personagem na direção da meninice de sua infância, a busca da simplicidade.

peixe4

peixe5

peixe6

Para ver mais sobre esse livro, visite o site da Entrelinha Design.

haicai do Brasil

1

O livro Haicai do Brasil, organização de Adriana Calcanhotto (Edições de Janeiro) e projeto gráfico de Entrelinha Design, traz impresso em uma cor no miolo e duas na capa, uma seleção de poemas que inspiram um visual minimalista, com tipografia racionalista, sem serifa.

Páginas com fundo cor são intercaladas com as páginas brancas, ilustradas pelo traço da própria organizadora.

25

4

Abaixo, um trecho da apresentação do livro, escrito por Adriana Calcanhotto:

“O haicai foi inventado no Japão e tem origem em formas poéticas chinesas antigas, mais extensas. Aparece na literatura desde o século XII, dos trovadores provençais, mas  foi a partir da obra de Bashô que passou a ser utilizado como forma independente. Matsuo Bashô, o poeta do Japão, elegeu para si a pequena forma, o uso de palavras simples que pedem um estado de contemplação da natureza, de não ego, permitindo ao haijin (quem escreve haicais) capturar um instante, sem explicações, sem conclusões e sem memória. Um instantâneo.

[…]

O haicai do Brasil são dezessete sílabas de invenção e esta antologia não pretende esgotar o assunto senão espalhar o pólen do haicai, oriental, ancestral, moderno, contemporâneo, brasileiro, entre os novos leitores e escritores da poesia do Brasil.”

6

Para ver mais, acesse o site da Entrelinha Design, em lançamento.