uma história pelo meio

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Livro novo saindo do forno. Ou da gaiola. Texto de Elvira Vigna, projeto gráfico e ilustrações de Raquel Matsushita,  Uma história pelo meio ganha uma nova edição pela editora Positivo.

O livro contempla três histórias interligadas entre si, nas quais os personagens se entrelaçam de maneira livre. Uma história entra na outra, o narrador transita entre as narrativas, vai e volta.

O projeto gráfico e as ilustrações se alinham com a mesma liberdade dessa narrativa em três tempos. Ambos reforçam de maneira visual essa característica do texto.

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Ilustrações

Usei três técnicas diferentes de  ilustração, que ajudam a diferenciar as três narrativas que a história propõe.

Para a narrativa principal, foram combinados desenhos de clipart com objetos reais, tais como madeira, folhas, sementes, lápis, ovo, palha, arame, quadro de bicicleta etc. O conceito dessa colagem foi representar o real, com uma certa dose de irreverência, que é uma das características desse texto da Elvira. Por exemplo, para representar uma árvore, escolhi a madeira das caixas de frutas da feira e lápis. Ao utilizar objetos que um dia foram realmente árvore e se transformaram em outra coisa, abordei a noção do tempo (passado e futuro), que se entrelaçam no hoje, que é o presente da leitura.

Os objetos foram montados numa prancha e clicados, com resolução e iluminação apropriadas, por um fotógrafo profissional, o Daniel Monteiro. Nessas imagens, a paleta de cor segue fiel à realidade, com as cores equilibradas.

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Na segunda narrativa, as imagens foram desenhadas com carimbo, uso de texturas, num estilo que se distancia da realidade, com proporções e traços livres. A paleta de cor é intensa com cores saturadas em alto contraste.

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Por último, na terceira narrativa, as ilustrações são vetoriais, com uma linguagem gráfica, sem texturas, com o uso de cores chapadas. Nesse estilo, a paleta de cor é reduzida e fria.

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No decorrer da narrativa, o desenho transita de uma técnica à outra, na mesma página, para acompanhar o entrelaçamento das histórias.

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Lançamento e bate-papo

Haverá uma conversa aberta sobre a construção deste livro com a editora Cristiane Matheus (Editora Positivo) e Raquel Matsushita, no dia 29 de novembro 2018, às 19h30, na A Casa Tombada (R. Min. Godói, 109 – Perdizes, São Paulo – SP, 05015-000. F. (11) 3675-6661).

Todos convidados!

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gordinhas mais leves do que o ar…

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O livro Gordinhas, de Orlando Pedroso, com prefácio de Laerte e projeto gráfico da Entrelinha, chegou voando da gráfica!

São 150 desenhos das gordinhas mais charmosas do mundo, cada uma com uma persona(lidade) particular. O formato do livro é pequeno (14 x 14 cm) em capa dura almofadada. Ao pegá-lo, dá para sentir nas mãos, a fofurice do que está por vir.

A tipografia do título com as hastes bem finas – em oposição às imagens – acentua as características dos elementos. Dão também a sensação da leveza dos desenhos, emaranhados nas letras sem movê-las do lugar.

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O lançamento do livro será na próxima terça, dia 28/11, a partir das 19h30, no Bar Genial. Todos convidados!convite_gordinhas

expedição ao cotidiano dos dinos

Chegou da gráfica o livro Dinossauros – o cotidiano dos dinos como você nunca viu, de Luiz Eduardo Anelli e Celina Bodenmüller, com ilustrações lindas e divertidas de Biry Sarkis (Panda Books).

O projeto gráfico, desenvolvido pela Entrelinha Design, teve como referência um visual de diário de expedição, com papéis envelhecidos e colados no decorrer do livro. A linguagem verbal do texto é bastante próxima ao leitor, como se os autores estivessem contando uma viagem ao mundo dos dinossauros. O miolo do livro funciona como um fichário de anotações dessa aventura ao passado.

O projeto gráfico e as ilustrações coloridas cheia de humor, em sintonia com a leveza do texto, caracterizam o tom descontraído e ao mesmo tempo informativo do livro.

IMG_6596IMG_6597IMG_6598IMG_6599IMG_6600IMG_6601Veja mais no site da Entrelinha.

 

para encerrar o ano com graça

carmen1O livro Carmen, a grande pequena notável (Edições de Janeiro), escrito por Heloisa Seixas e Julia Romeu, ilustrado por Graça Lima, com projeto gráfico da Entrelinha, encerra o ano de 2014 com muita alegria, cheio de cores.

Na mesma linguagem visual das ilustrações, o projeto gráfico foi inspirado no movimento art déco, em voga quando Carmen Miranda explode nas rádios. A tipografia utilizada no título na capa e das captulares do miolo, por exemplo, foi criada em 1929, por A. M. Cassandre: alfabeto Bifur. O texto em cada dupla está inserido em um box com adornos e capitular que também remetem à esse período.

A biografia de Carmen é narrada de forma cronológica. No início do livro, quando Carmen ainda era criança, as cores utilizadas nas ilustrações e no projeto gráfico são brandas, cada dupla recebe uma paleta de cor reduzida.

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A medida em que Carmen alcança notoriedade, as cores das ilustrações e do projeto gráfico ganham força e vivacidade. O aumento de cores da paleta acompanha, visualmente, a narrativa do livro, a agitação que se transformou a vida de Carmen após a fama.

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Para ver mais sobre esse livro, visite o site da Entrelinha Design.

Um pouco sobre a art déco

Art Déco não foi exatamente um movimento, mas um estilo que influenciou várias áreas, como a arquitetura, as artes plásticas, o design gráfico e o design industrial. Surgido na década de 1920 em Paris, ganhou força nos anos 1930 na Europa e nas Américas. Embora deva muito de sua formação ao Art Nouveau, cuja arte era mais rebuscada, com curvas livres e o uso de ornamentos, o estilo Art Déco procura um design mais simples e geométrico, ainda que requintado e luxuoso.

Considerado uma tentativa de modernizar o Art Nouveau, que produzia peças muito caras para o consumo em massa, o Art Déco utilizava-se da produção em série para baixar o custo das obras. Ao contrário da Bauhaus, que pregava um design funcionalista, a Art Déco enfatizava o valor decorativo dos objetos.

Nesse período, inúmeros desenhos de tipos foram criados com características da arte decorativa. O tipógrafo Jan Tschichold lançou em 1928 a revista Die Neue Typographie, que se tornou referência dessa arte. Foi um momento de grande experimentação tipográfica; a partir de letras sem serifa, surgiram tipos elegantes, com grande contraste entre as hastes e os diferentes pesos. tipo1 tipos2

As formas déco traduzem o modernismo cosmopolita da época, com ênfase na exaltação da monumentalidade. Essa atração pelo monumental traduzia uma época em que o poder industrial das máquinas e a expansão capitalista serviam uma sociedade ávida pelo consumo e pelo prazer. Era o novo-riquismo da Golden Age.

Na arquitetura, o fascínio pelo grande era marcado pelos arranha-céus, como o marcante Chrysler (1930) em Nova York, que combinavam elementos neogóticos com grandes linhas verticais.

O estilo déco era facilmente identificado em capas de revistas, cartazes e livros, com a utilização de desenhos geométricos e sofisticados simultaneamente.

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Extraído do livro Fundamentos gráficos para um design consciente (Musa Editora).

 

 

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O livro de poesias Blue e outras cores do meu voo (Sesi-SP Editora), de Jorge Miguel Marinho, ilustrações de Raquel Matsushita e projeto gráfico da Entrelinha Design acaba de chegar da gráfica. Capa e miolo foram impressos em pantone azul e preto; sobrecapa, que traz o lettering do livro, impressa com o preto em papel vegetal.

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546Veja mais no site da Entrelinha, em lançamentos.

 

um abecedário poético

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Alfabeto escalafobético (Jujuba Editora, 2013) será lançado nesse sábado, dia 28/09, a partir das 16h, na Livraria NoveSete. Todos estão convidadíssimos.

O livro de poemas escrito por Claudio Fragata tem projeto gráfico da Entrelinha Design e ilustrações de Raquel Matsushita. Projeto gráfico e ilustrações, nesse livro, se fundem num só. Ambos atuam em parceria com uma paleta de cor que mescla tons fortes e neutros.

A capa é impressa com um pantone laranja fosforescente. Os elementos que a compõe (título, autores, subtítulo) estão localizados no centro, o que faz com que a cor fosforescente, sem interferência, ganhe ainda mais força.

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Nas grandes orelhas e páginas iniciais foram impressas letras desenhadas, que, juntas, formam uma textura de alfabeto. O ponto de partida para cada ilustração é o próprio desenho da letra. O desenho tipográfico comanda a cena em muitas ilustrações, mas nem sempre é o principal. Abaixo, algumas páginas do livro.

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2Para ver mais, visite o site da Entrelinha: www.entrelinha.art.br

Nos vemos no lançamento.