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O livro Não, sim, talvez de Raquel Matsushita e Ionit Zilberman (Sesi-SP Editora) está entre os finalistas do 58 Prêmio Jabuti na categoria livro digital. 

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O livro conta a trajetória de amadurecimento de um menino muito perguntador que, inicialmente, fica contrariado quando há diferentes respostas para uma única questão. O personagem recebe diferentes respostas da mãe e da irmã. A mãe dialoga de maneira concreta e didática, embora não tenha resposta pra tudo. Já a irmã responde de maneira lúdica, ora zombando, ora acolhendo, relação típica entre os irmãos. Com o passar do tempo, o menino se dá conta de como é interessante ter diferentes pontos de vista e transforma-se num colecionador de respostas.

A história enfatiza a importância de adquirir conhecimento para que a criança possa criar a sua própria visão e dar voz à sua verdade. O livro põe em dúvida e expõe a dureza das chamadas “verdades absolutas”, logo na primeira página do livro, com a seguinte pergunta: quantas respostas uma pergunta pode ter?

A narrativa valoriza as perguntas, tão comuns às crianças, e mostra que o aprendizado não é tarefa fácil. Um esforço que vale a pena cultivar desde cedo para que a criança aprenda a pensar e agir por si.

A passagem do tempo é abordada na narrativa verbal e visual ao mostrar o amadurecimento intelectual e corporal do personagem. O livro mostra a relevância de “dar tempo ao tempo” para alcançar respostas genuínas, com reflexão, em oposição à uma sociedade ávida por respostas imediatas, que, muitas vezes, não correspondem à essência do sentimento. Portanto, o tempo aparece como ferramenta essencial a ser considerado para agregar não só o conhecimento geral, mas também de si próprio.

A linguagem visual das ilustrações reforça a ideia de agregar conhecimento, à medida em que as imagens se tornam mais complexas no decorrer da história. No início, as ilustrações possuem fundo branco, com desenhos em uma dimensão (sem volume, sem sombra). Conforme o menino faz as perguntas, as imagens ganham força com o fundo preenchido com a sobreposição de papéis pintados. No final, o personagem alcança uma nova dimensão ao ser desenhado em um papelão e colado nos papéis sobrepostos.

Confira a lista completa do Prêmio Jabuti aqui.
Para ver mais do livro, clique aqui.

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a festa do jabuti

jabutis_faceOntem, dia 18/11/2014, houve a grande festa de entrega do 56º Prêmio Jabuti, no qual os livros Alfabeto escalafobético (texto de Claudio Fragata e ilustrações de Raquel Matsushita, Jujuba Editora) ganhou o 1º lugar na categoria Didático e Paradidático; e o livro Graffiti – Fine Art (Sesi-SP Editora) ficou em 2º lugar, na categoria Capa.

O anúncio de ambos os livros no telão foi uma grande e emocionante alegria. A subida ao palco, junto com o autor Claudio Fragata e a editora Daniela Padilha, para recebermos o troféu de 1º lugar também foi um momento que ficará guardado para sempre. A sensação de receber dois prêmios dessa magnitude é indescritível.

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Ao final da entrega dos troféus de todas as categorias, foi solicitada a presença de todos os premiados no palco, para um grande brinde ao livro. A soma da alegria individual de se ganhar um Jabuti resultou em uma grande vibração conjunta, de enorme força e espírito de parceria entre os participantes.

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Alegria tripla de Claudio Fragata e Daniela Padilha na comemoração do nosso Alfabeto escalafobético.

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Meus grandes parceiros Rodrigo de Farias e Paula Loreto, da Sesi-SP Editora, na celebração pelo nosso prêmio de capa com o livro Graffiti – Fine Art.

Depoimentos

Foram publicados em mídia social pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) os nossos depoimentos acerca do Prêmio Jabuti.

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“O prêmio Jabuti possui grande valor acadêmico, técnico e cultural. Receber esse prêmio é atestar o reconhecimento desse valor no trabalho  do designer como parte integrante do processo de criação de um livro. O Jabuti, importante termômetro da produção de livros no Brasil, enaltece não somente o livro em si, mas também o criador. A valorização do profissional na área de design gráfico é fundamental para alimentar o círculo virtuoso do bom design. Além do valor estético, o design possui também um valor de negócio: o bom design vende mais. A valorização do design contribui na boa formação do designer, que, por sua vez, exerce um trabalho de melhor qualidade. É um círculo virtuoso no qual o prêmio Jabuti está inserido.” Raquel Matsushita

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“Sem dúvida, o Prêmio Jabuti é a mais alta forma de reconhecimento concedida a um autor brasileiro. É o endosso de que o criador fez escolhas técnicas e estéticas acertadas e de que sua obra tem significado cultural. É uma espécie de divisor de águas: posso definir minha carreira de escritor em “antes e depois” do Jabuti.” Claudio Fragata

“Receber um prêmio dessa magnitude é a certificação do reconhecimento do nosso trabalho como colaboradores na construção do processo da educação infantil. É um orgulho imenso fazer parte da formação dos pequenos leitores.” Raquel Matsushita

Agradecimentos

Agradeço pela intensa troca que me proporcionou Claudio Fragata, a quem admiro há tempos, para fazermos o livro em perfeita harmonia. Igualmente valiosa é a parceria e a confiança dos editores – Daniela Padilha, Paula Loreto e Rodrigo de Farias – para que possamos continuar com este fascinante trabalho de “fazedores de livros”, que tanto nos une. Ganhar o Prêmio Jabuti é uma confirmação de que nosso trabalho vale a pena.

Muito obrigada!

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Com enorme alegria, anuncio dois livros que entraram como finalistas no prêmio Jabuti 2014, feitos aqui na Entrelinha Design:

• CATEGORIA CAPA: Graffiti, fine art (Sesi-SP Editora)

A primeira capa, com o uso de faca especial, foi transformada numa máscara de grafite, que define o próprio título do livro. O título “grafitado” do livro foi impresso em pantone metalizado cinza.

 

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• CATEGORIA DIDÁTICO E PARADIDÁTICO: Alfabeto escalafobético, de Claudio Fragata e Raquel Matsushita (Jujuba Editora)

O livro de poemas escrito por Claudio Fragata tem projeto gráfico da Entrelinha Design e ilustrações de Raquel Matsushita.

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