Histórias da gente

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Esta é uma capa que constrói a história de muita gente: dos vinte autores-garis, da Entrelinha Design pela capa, de Walcyr Carrasco pelo prefácio, da CBL, Infinito Cultural e Inova pela idealização do projeto.

Foram selecionadas vinte histórias escritas pelos agentes de limpeza da cidade de São Paulo. As fábulas urbanas nos mostram que eles cuidam não somente das ruas, mas também das pessoas que convivem nelas. Retratam o cotidiano, há humor, tristeza, luta, amizade, coragem e até história de amor. Os escritores, guerreiros quase invisíveis, se enchem de luz ao lançarem a obra na Bienal do Livro de 2016.

Na capa, o instrumento de trabalho do gari e do escritor se fundem num só. Por meio do objeto de trabalho nos adentramos nas histórias tocantes de cada um. As cores remetem ao uniforme dos agentes, usado com orgulho inclusive no dia do lançamento.

Uma honra fazer parte desse lindo projeto.

Para saber mais:
http://www.storybox.com.br/bienaldolivrosp/

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o anel do nibelungo

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O anel do nibelungo é a mais importante ópera de Richard Wagner. Sua história forma uma teia das várias lendas dos povos do norte da Europa, que foram sendo construídas ao longo de milênios e se emaranham com outras lendas ocidentais. O livro, projeto gráfico da Entrelinha, é uma adaptação dessa obra escrita por Gabriel Lacerda, com ilustrações de Arthur Rackham (Edições de Janeiro).

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mulheres no poder

O livro Mulheres no poder (de Schuma Schumaher e Antonia Ceva, Edições de Janeiro), projeto gráfico da Entrelinha, aborda a participação das mulheres no âmbito da política, espaço de poder historicamente ocupado por homens. A obra apresenta a trajetória das mulheres no Brasil, que lutaram pela conquista do voto e ocuparam cargos no âmbito do Legislativo federal, no Executivo e Judiciário, abrindo novos caminhos para as mulheres.

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A capa foi impressa em duas cores pantone, cinza metálico aquecido pelo vermelho vivo. A medalha de prata é a honraria dada àquele que fica em segundo lugar, após o ouro. Esse segundo plano revela o espaço que as mulheres ocupam, ainda hoje, na esfera política.

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Na capa foi aplicada, de orelha a orelha, uma extensa tarja preta, uma alusão à censura sofrida pelas mulheres na participação da vida política. Num plano superior, por cima da tarja, em grandes proporções, encontra-se a palavra mulheres, revelando que o poder das mulheres na política tem a sua força reconhecida diante da censura e está acima dela.

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Veja mais no site da Entrelinha.

 

a bola do vizinho

Com grande alegria, convido para o lançamento do livro A bola do vizinho (Raquel Matsushita, Editora Positivo, 2015), no sábado, dia 07/11, às 15h30, na livraria Novesete (r. França Pinto, 97 – Vila Mariana, próximo ao metrô Ana Rosa).

Haverá contação de história com a Trupe Borboletras!

Imagine que o seu vizinho tem uma bola e você quer uma maior do que a dele. Então, você aparece com uma bola grande e ele quer uma maior do que a sua. Onde isso vai parar?

Foi essa ideia que me levou até a história que eu conto neste livro.

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Como tudo começou

Barcelona me fez perder o sono: primeiro, porque me apaixonei pela cidade, que transpira arte. Segundo, porque o fuso horário me fez acordar todas as madrugadas. No entanto, essas madrugadas foram proveitosas pois, nelas, nasceram ideias, que se transformaram em livros. Uma delas foi A bola do vizinho.

O mote desse livro foi questionar o valor essencial da vida: ter ou ser? A partir daí, surgiram outras perguntas: “É melhor ser um amigo ou ter um objeto de desejo?”; “Até que ponto ‘ter sempre mais’ é saudável?”; “O que importa se a grama do vizinho é mais verdinha?”.

Processo

Essas questões me levaram a uma história contada com imagens. Lembrei da fotonovela (uma maneira antiga de contar histórias) e usei o mesmo princípio para ilustrar o livro. As crianças Lia e Guilherme – que revelaram-se ótimos atores – e a fotógrafa Selma Perez foram meus parceiros imprescindíveis nessa história. Fizemos várias sessões de fotos até chegarmos nas finais.

Raquel e Selma dirigem os personagens

Alterei as imagens coloridas para o preto/branco e, depois, criei as roupas dos personagens em cor. Para o desenho das roupas usei – como carimbos – os objetos do cotidiano: casca de banana, abobrinha, tomate, tampa de remédio, folhas secas etc. Para fazer as bolas usei carimbo de números, em ordem crescente de 1 a 9. Os carimbos foram, portanto, matriz para acrescentar cor às páginas. Com a ajuda do computador, fiz a montagem sobre as fotos.

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O processo da ilustração

A autora
Raquel Matsushita nasceu e mora na cidade de São Paulo. Formada em Publicidade e Propaganda, pela Universidade Metodista de São Paulo, especializou-se nos cursos de Design Gráfico, Cor e Tipografia, na School of Visual Arts, em Nova York. Autora dos livros infantis Eu (não) gosto de você! (Jujuba Editora); Não, sim, talvez (Sesi-SP Editora). Em 2014 recebeu, junto com Claudio Fragata, o primeiro lugar  na categoria Paradidáticos do 56º prêmio Jabuti com o livro Alfabeto escalafobético (Jujuba Editora) e o segundo lugar na categoria Capa com o livro Graffiti Fine Art.

“Sempre fui atraída por imagens, cores, artes. Na faculdade, me encantei especialmente pelas artes gráficas e resolvi trabalhar com livros. Desde então, esse é o meu ofício. Escrever e desenhar surgiu da vontade de trocar experiências de vida, pensamentos e ideias que podem ser úteis para outras pessoas. Porque é assim que acontece comigo: aprendo muito com as histórias dos outros. O livro é o meio de transporte dessa troca valiosa.”

Ficha técnica
24 x 24 cm
36 páginas
ISBN: 978-85-385-9254-9

Capa do livro

fotografia de Manu Costa

Contação de história com a Trupe Borboletras

a invasão dos monstros

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NOVE MONSTROS PERIGOSOS, PODEROSOS, FABULOSOS DO BRASIL vêm aí! 

Nove lendas folclóricas brasileiras são adaptadas por Flávio de Souza, neste lançamento da Cia. das Letrinhas, com projeto gráfico da Entrelinha e capa de Flavio de Souza.

Para encontrar os monstros desse livro, que estão camuflados nas ilustrações de fundo bastante colorido, o leitor precisa dedicar um tempo para construir a imagem do personagem. Tendo essa desconstrução como mote, o título do livro na primeira página do miolo aparece ilegível, pedaços de uma tipografia geométrica. Na folha de rosto, o título se constrói com a junção das partes azuis das letras.

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O “ataque” dos monstros permeia todo o livro. Partes dos monstros, como as mãos, os olhos, as pernas, as bocas, as garras estão presentes para instigar o leitor. Essas intervenções dos personagens bagunçam a diagramação do livro: os monstros tiram do lugar elementos que compõem a página – como rodapé, número de página, título –, rasgam a própria folha do livro para espiar pelo buraco, escondem-se atrás de boxes etc.

O projeto visual está alinhado com a narrativa do texto, que conta, em tom divertido, as lendas folclóricas brasileiras do Caboclo d’água, da Curupira, do Gorjala, da Cabra Cabriola, do Barba Ruiva, do Pé de Garrafa, do Boitatá, do Labatut e do Saci.

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Veja mais no blog da Entrelinha.

bastidores de jaqueline K.

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Finalista do Prêmio miolos 2015 • Categoria Projeto gráfico

Jaqueline K. tinha duas condições:
1 – ser independente.
2 – ser lida, mas não ser livro.

Café pra dois é uma coletânea de cinco contos eróticos escritos por Jaqueline K., projeto gráfico de Entrelinha Design e fotos de Hélcio Alemão Nagamine.

Considerando as condições solicitadas pelo briefing, o desafio da Entrelinha foi criar uma estrutura que não fosse em formato de livro (páginas encadernadas de modo a formar uma lombada), mas que acomodasse os cinco contos independentes. Sem a utilização de qualquer acabamento tradicional, como cola, costura ou grampo, a solução foi pesquisar modelos de dobraduras.

Sem faca especial, foi elaborada uma dobradura capaz de acomodar os contos em compartimentos separados, como uma pasta. Foi usada uma foto na frente e outra no verso da pasta, impressa em duas cores. Quando dobrada, a pasta insinua pedaços de um corpo feminino.

Frente e verso da pasta antes das dobras

Em sintonia com o conteúdo picante dos contos, o jogo erótico começa logo no início: a pasta é encartada por uma luva que, como se fosse uma roupa feminina, mostra parte do que está por baixo. A luva cobre o título da publicação, é preciso desnudar para poder ler.01

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Assim como uma preliminar, a pasta deve ser explorada pelo leitor para que os contos se revelem. Parte dos contos, encaixados nos compartimentos da pasta, encontram-se à mostra. Cada conto foi impresso em papel rosa e dobrado em forma de sanfona. 04   07

A letra K, sobrenome da autora, foi transformada em uma forma geométrica aplicada de diversas maneiras nas capas dos contos. As capas convidam o leitor para um jogo de montar posições e criar diferentes desenhos.

08 10Veja mais no site da Entrelinha Design.

Video no YouTube

expedição ao cotidiano dos dinos

Chegou da gráfica o livro Dinossauros – o cotidiano dos dinos como você nunca viu, de Luiz Eduardo Anelli e Celina Bodenmüller, com ilustrações lindas e divertidas de Biry Sarkis (Panda Books).

O projeto gráfico, desenvolvido pela Entrelinha Design, teve como referência um visual de diário de expedição, com papéis envelhecidos e colados no decorrer do livro. A linguagem verbal do texto é bastante próxima ao leitor, como se os autores estivessem contando uma viagem ao mundo dos dinossauros. O miolo do livro funciona como um fichário de anotações dessa aventura ao passado.

O projeto gráfico e as ilustrações coloridas cheia de humor, em sintonia com a leveza do texto, caracterizam o tom descontraído e ao mesmo tempo informativo do livro.

IMG_6596IMG_6597IMG_6598IMG_6599IMG_6600IMG_6601Veja mais no site da Entrelinha.