Histórias da gente

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Esta é uma capa que constrói a história de muita gente: dos vinte autores-garis, da Entrelinha Design pela capa, de Walcyr Carrasco pelo prefácio, da CBL, Infinito Cultural e Inova pela idealização do projeto.

Foram selecionadas vinte histórias escritas pelos agentes de limpeza da cidade de São Paulo. As fábulas urbanas nos mostram que eles cuidam não somente das ruas, mas também das pessoas que convivem nelas. Retratam o cotidiano, há humor, tristeza, luta, amizade, coragem e até história de amor. Os escritores, guerreiros quase invisíveis, se enchem de luz ao lançarem a obra na Bienal do Livro de 2016.

Na capa, o instrumento de trabalho do gari e do escritor se fundem num só. Por meio do objeto de trabalho nos adentramos nas histórias tocantes de cada um. As cores remetem ao uniforme dos agentes, usado com orgulho inclusive no dia do lançamento.

Uma honra fazer parte desse lindo projeto.

Para saber mais:
http://www.storybox.com.br/bienaldolivrosp/

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mesas de design na bienal do livro

Na Bienal deste ano, vou mediar duas mesas imperdíveis sobre design de livros:

  • Quem é o designer?, com Pedro Inoüe e André Lima. (16h)
  • Quem é o capista?, com Victor Burton, Gustavo Piqueira e Luís Bueno. (19h30)

No Anhembi, sábado, dia 03 de setembro, no estande das Edições Sesc.

Vamos?

Bienal do Livro SP
Av. Olavo Fontoura, 1209
www.bienaldolivrosp.com.br
de 24/08 a 04/09/2016

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o anel do nibelungo

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O anel do nibelungo é a mais importante ópera de Richard Wagner. Sua história forma uma teia das várias lendas dos povos do norte da Europa, que foram sendo construídas ao longo de milênios e se emaranham com outras lendas ocidentais. O livro, projeto gráfico da Entrelinha, é uma adaptação dessa obra escrita por Gabriel Lacerda, com ilustrações de Arthur Rackham (Edições de Janeiro).

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mulheres no poder

O livro Mulheres no poder (de Schuma Schumaher e Antonia Ceva, Edições de Janeiro), projeto gráfico da Entrelinha, aborda a participação das mulheres no âmbito da política, espaço de poder historicamente ocupado por homens. A obra apresenta a trajetória das mulheres no Brasil, que lutaram pela conquista do voto e ocuparam cargos no âmbito do Legislativo federal, no Executivo e Judiciário, abrindo novos caminhos para as mulheres.

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A capa foi impressa em duas cores pantone, cinza metálico aquecido pelo vermelho vivo. A medalha de prata é a honraria dada àquele que fica em segundo lugar, após o ouro. Esse segundo plano revela o espaço que as mulheres ocupam, ainda hoje, na esfera política.

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Na capa foi aplicada, de orelha a orelha, uma extensa tarja preta, uma alusão à censura sofrida pelas mulheres na participação da vida política. Num plano superior, por cima da tarja, em grandes proporções, encontra-se a palavra mulheres, revelando que o poder das mulheres na política tem a sua força reconhecida diante da censura e está acima dela.

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Veja mais no site da Entrelinha.

 

a bola do vizinho

Com grande alegria, convido para o lançamento do livro A bola do vizinho (Raquel Matsushita, Editora Positivo, 2015), no sábado, dia 07/11, às 15h30, na livraria Novesete (r. França Pinto, 97 – Vila Mariana, próximo ao metrô Ana Rosa).

Haverá contação de história com a Trupe Borboletras!

Imagine que o seu vizinho tem uma bola e você quer uma maior do que a dele. Então, você aparece com uma bola grande e ele quer uma maior do que a sua. Onde isso vai parar?

Foi essa ideia que me levou até a história que eu conto neste livro.

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Como tudo começou

Barcelona me fez perder o sono: primeiro, porque me apaixonei pela cidade, que transpira arte. Segundo, porque o fuso horário me fez acordar todas as madrugadas. No entanto, essas madrugadas foram proveitosas pois, nelas, nasceram ideias, que se transformaram em livros. Uma delas foi A bola do vizinho.

O mote desse livro foi questionar o valor essencial da vida: ter ou ser? A partir daí, surgiram outras perguntas: “É melhor ser um amigo ou ter um objeto de desejo?”; “Até que ponto ‘ter sempre mais’ é saudável?”; “O que importa se a grama do vizinho é mais verdinha?”.

Processo

Essas questões me levaram a uma história contada com imagens. Lembrei da fotonovela (uma maneira antiga de contar histórias) e usei o mesmo princípio para ilustrar o livro. As crianças Lia e Guilherme – que revelaram-se ótimos atores – e a fotógrafa Selma Perez foram meus parceiros imprescindíveis nessa história. Fizemos várias sessões de fotos até chegarmos nas finais.

Raquel e Selma dirigem os personagens

Alterei as imagens coloridas para o preto/branco e, depois, criei as roupas dos personagens em cor. Para o desenho das roupas usei – como carimbos – os objetos do cotidiano: casca de banana, abobrinha, tomate, tampa de remédio, folhas secas etc. Para fazer as bolas usei carimbo de números, em ordem crescente de 1 a 9. Os carimbos foram, portanto, matriz para acrescentar cor às páginas. Com a ajuda do computador, fiz a montagem sobre as fotos.

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O processo da ilustração

A autora
Raquel Matsushita nasceu e mora na cidade de São Paulo. Formada em Publicidade e Propaganda, pela Universidade Metodista de São Paulo, especializou-se nos cursos de Design Gráfico, Cor e Tipografia, na School of Visual Arts, em Nova York. Autora dos livros infantis Eu (não) gosto de você! (Jujuba Editora); Não, sim, talvez (Sesi-SP Editora). Em 2014 recebeu, junto com Claudio Fragata, o primeiro lugar  na categoria Paradidáticos do 56º prêmio Jabuti com o livro Alfabeto escalafobético (Jujuba Editora) e o segundo lugar na categoria Capa com o livro Graffiti Fine Art.

“Sempre fui atraída por imagens, cores, artes. Na faculdade, me encantei especialmente pelas artes gráficas e resolvi trabalhar com livros. Desde então, esse é o meu ofício. Escrever e desenhar surgiu da vontade de trocar experiências de vida, pensamentos e ideias que podem ser úteis para outras pessoas. Porque é assim que acontece comigo: aprendo muito com as histórias dos outros. O livro é o meio de transporte dessa troca valiosa.”

Ficha técnica
24 x 24 cm
36 páginas
ISBN: 978-85-385-9254-9

Capa do livro

fotografia de Manu Costa

Contação de história com a Trupe Borboletras

Entrelinha na 11ª Bienal de design gráfico

Entrelinha Design está em festa!
Dois livros selecionados para a 11ª Bienal de Design Gráfico de 2015: Blue e outras cores do meu voo e Graffiti – Fine art, ambos da Sesi-SP Editora. Agradeço e divido essa alegria com a toda a equipe da editora e com o autor Jorge Miguel Marinho, que tanto me inspirou para esse livro.

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Para ver mais: sobre o Blue.
Para ver mais: sobre o Graffiti.

Declaração da ADG Brasil
“A 11ª edição da Bienal Brasileira de Design Gráfico, organizada pela ADG Brasil – Associação dos Designers Gráficos, reunirá – entre 30 de outubro e 8 de novembro de 2015, no Rio de Janeiro – 298 projetos (foram 1.184 inscritos) representativos do design gráfico produzido no Brasil e/ou por designers brasileiros que vivem no exterior, nos últimos dois anos, que se distinguem pelo alto grau de qualidade e inovação. (…) Considerada como a maior celebração do design gráfico nacional, a Bienal é realizada pela ADG desde 1992.”

Abertura da Bienal: dia 30 de outubro de 2015, no Pólo Criativo do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. mais informações: www.bienaladg.org.br

Campanha pelo catálogo
Para viabilizar o catálogo da 11ª Bienal Brasileira de Design Gráfico, participe da campanha de financiamento coletivo no Catarse. O objetivo é lançar a edição impressa e a digital na abertura da exposição.

manoel e adriana

“Penso que a harmonia é a arquitetura do nosso silêncio… que quase esconde o nosso júbilo e a nossa dor.” – Manoel de Barros

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Entre essa frase encontram-se Adriana Lafer e Manoel de Barros. Uma amizade que fez nascer o desejo de realizar um livro em conjunto, cada um com seu olhar: Manoel com o texto e Adriana com as fotos.

Arquitetura do silêncio (Edições de Janeiro) é um projeto que reúne várias pessoas empenhadas em dar ao livro sua contribuição máxima. Edith Derdyk enxergou o livro como um objeto que proporciona uma liberdade de leitura quase infinita. Contribuição essencial para a criação do projeto gráfico, desenvolvido pela Entrelinha. A qualidade gráfica da impressão, assim como as imagens tratadas a dedo por Millard Schisler, estão impecáveis para esse projeto, que contou com um acabamento gráfico diferenciado.1  2a

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O livro possui uma capa dura com duas lombadas: uma inteiriça e outra desdobrada para acomodar os dois livros separadamente. A capa dura tem também a função de grandes orelhas, nas quais se encontram as duas cartas manuscritas de Manoel para Adriana.

4a3Ao abrir a capa dura, há dois livros encartados, um de cada autor: de um lado, o livro de  fotos e de outro, o de poemas. A foto contínua aplicada em ambas as capas sugere, visualmente, a interação e o diálogo entre os dois autores. Assim como a primeira dupla de cada livro, onde há uma única foto que se extende de um livro para o outro. A partir daí, o leitor segue livre na sua leitura para criar suas próprias conexões.

3a8a9105Para ver mais, visite o site da Entrelinha.