dobradinha d’O Zé

Hoje falarei de dois livros feitos aqui na Entrelinha, lançamentos da OZé Editora.

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“Com quantos pingos se faz uma chuva?”, de Maria Amália Camargo (texto) e Ionit Zilberman (ilustrações).

O livro é um compilado de perguntas que mistura humor, nonsense, filosofia, ciência, matemática, amor, cotidiano e muito mais do universo não só infantil, mas de todos nós. Em comum, entre tantas perguntas “soltas”, há o tom reflexivo. Cada uma delas, nos faz pensar muito além de uma única resposta. Há casos em que se trocarmos o ponto de interrogação por uma vírgula, temos o início de uma história. Portanto, há muitas ideias propostas nesse livro para que o leitor embarque numa viagem individual.

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O texto convida a essa atitude ativa e reflexiva do leitor. Sendo assim, a ilustração e o projeto gráfico (alinhados no conceito com muita conversa e trocas) caminham juntos na mesma direção: a história começa com a leitura tradicional do livro e quando vem a “chuva”, as perguntas caem do céu (como se fossem a própria chuva). O leitor é conduzido, pela direção das ilustrações, a virar o livro. A partir daí, se dá a sugestão de um novo ponto de vista para a leitura.

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No final do livro, a chuva diminui e, por consequência, as perguntas. Na última dupla, quando a chuva parou de vez e a cor do céu já é outra, o livro volta à posição tradicional de leitura. É a experiência da chuva de perguntas que vem como um temporal e passa. Mas, nesse caso, as perguntas continuam frescas na nossa cabeça.

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“Pequenas armaduras”, de Janaina Tokitaka. 

Esse livro de poemas tem como personagens diferentes insetos. Num primeiro momento, pode-se pensar que trata-se de textos que vão se limitar ao mundo reles dos bichos em questão. Mas não. Os insetos parecem ser apenas uma maneira para falarmos, no fundo, de nós mesmos. Uma leitura com um olhar profundo e atento é capaz de perfurar essas pequenas armaduras.

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O projeto gráfico do livro teve a liberdade para duplicar, cortar, destacar partes das ilustrações nas duplas de maneira a conduzir esse olhar para uma segunda camada de interpretação dos poemas.

Como é o caso, por exemplo, da dupla do poema “Cupim”, em que os bichos parecem sair do meio do livro (da lombada) e invadir as páginas, enquanto o poema diz: “É estranho que um inseto / possa arruinar uma casa / no entanto, é assim.”. A imagem do cupim foi duplicada e repetida em diversos ângulos e tamanhos, dando a sensação desagradável da invasão dos cupins no próprio livro.

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Outro exemplo é do poema “Bicho-pau”, em que a partir da repetição da imagem do inseto foram construídos galhos de uma árvore sem, no entanto, existir uma árvore, enquanto o texto diz: “A incômoda semelhança / do corpo que é sem estar / sento e espero o dia / em que tomará o meu lugar.

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o sol de Yamada

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O livro “O sol de põe na tinturaria Yamada”, escrito por Claudio Fragata e ilustrado por Raquel Matsushita (Editora Pulo do Gato) acaba de ser lançado. Projeto gráfico da Entrelinha Design.

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Um pouco sobre o processo da ilustração aqui.

Uma pequena entrevista aqui.

Um trecho por Claudio Fragata aqui.

Mais do livro no site da Entrelinha.

a volta do Design consciente

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O livro Fundamentos gráficos para um design consciente, de Raquel Matsushita (352 páginas, Musa Editora) chega ao mercado na sua 2ª reimpressão.

A obra aborda os cinco pilares fundamentais para a construção consciente do exercício do design gráfico:

  • 1. história do design gráfico
  • 2. tipografia
  • 3. as cores
  • 4. produção gráfica
  • 5. práticas profissionais

“Este é um livro que aborda não só conceitos básicos de design, mas muitas outras coisas em torno dele. Para mim, essas ‘outras’ coisas são a parte mais interessante do design de um objeto: seus limites, o ponto de contato entre ele e o que está em volta. Assim, os capítulos sobre cor, tipografia, produção gráfica e prática profissional são completos e instrumentais, mas há mais.”
Carlito Carvalhosa, do prefácio Afinal, livros eram vendidos sem capa.

“Design gráfico: dentro do território do design gráfico, utilizarei como referência, no que vem a seguir, a excelente obra de Matsushita.”
Lucia Santaella, no livro Leitura de imagens (Ed. Melhoramentos)

Aproveite a promoção no site da Entrelinha Design.

Mais sobre o livro: aqui.

Prêmio da biblioteca nacional

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Com imensa alegria a Entrelinha comemora a conquista do prêmio literário da Biblioteca Nacional 2016, com a coleção “Pedro fugiu de casa” (Edições de Janeiro), na categoria Projeto gráfico.

A coleção – editada por Renata Nakano, com texto de Jorge Nóbrega e ilustrações de Guazzelli – contém sete livros encartados em uma luva.

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Veja mais aqui.

A lista completa dos vencedores no site da Biblioteca Nacional.