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“Catálogo de perdas” (Sesi-SP Editora) é o novo livro de João Anzanello Carrascoza, com fotos de Juliana Monteiro Carrascoza e projeto gráfico de Raquel Matsushita (Entrelinha Design).

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Os contos desse livro possuem um “personagem” em comum: a perda. São narrativas que se apropriam desse mote para contar uma história. Tomei essa ausência como conceito na criação do projeto gráfico.

A capa sofre um corte transversal (faca especial) e, ainda assim, é capaz de abrigar o título, os autores, o logotipo da editora. Ou seja, apesar da perda, a capa continua sendo uma capa.

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A dobradura da capa esconde parte de uma foto, uma memória, que, por sua vez, se estende até a quarta capa. A foto, que representa uma lembrança, é o que fica por trás de uma perda.

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A ideia da ausência se repete nas letras em grande dimensão, que se encontram em ordem alfabética junto ao título de cada conto. Há um corte transversal no desenho da letra, e mesmo com a ausência de uma parte, ela se mantém reconhecível.

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O título dos contos é um objeto significativo de cada história. A partir desse objeto, desenvolve-se duas narrativas: uma de texto e outra de foto. O projeto gráfico valoriza a força particular de cada uma delas, prevendo a leitura em separado. No entanto, o título está posicionado de forma a compor com ambas as narrativas. Isso foi possível aplicando uma dobra em todas as páginas do miolo.

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O livro foi impresso pela gráfica Ipsis, no papel couchê furioso, com uma cor pantone (bege) + dois tons de preto, o que resultou numa impressão gráfica impactante.

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O lançamento acontece no dia 09/11/2017, às 19h30, na Livraria da Vila – Fradique Coutinho. Estão todos convidados!

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O livro Não, sim, talvez de Raquel Matsushita e Ionit Zilberman (Sesi-SP Editora) está entre os finalistas do 58 Prêmio Jabuti na categoria livro digital. 

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O livro conta a trajetória de amadurecimento de um menino muito perguntador que, inicialmente, fica contrariado quando há diferentes respostas para uma única questão. O personagem recebe diferentes respostas da mãe e da irmã. A mãe dialoga de maneira concreta e didática, embora não tenha resposta pra tudo. Já a irmã responde de maneira lúdica, ora zombando, ora acolhendo, relação típica entre os irmãos. Com o passar do tempo, o menino se dá conta de como é interessante ter diferentes pontos de vista e transforma-se num colecionador de respostas.

A história enfatiza a importância de adquirir conhecimento para que a criança possa criar a sua própria visão e dar voz à sua verdade. O livro põe em dúvida e expõe a dureza das chamadas “verdades absolutas”, logo na primeira página do livro, com a seguinte pergunta: quantas respostas uma pergunta pode ter?

A narrativa valoriza as perguntas, tão comuns às crianças, e mostra que o aprendizado não é tarefa fácil. Um esforço que vale a pena cultivar desde cedo para que a criança aprenda a pensar e agir por si.

A passagem do tempo é abordada na narrativa verbal e visual ao mostrar o amadurecimento intelectual e corporal do personagem. O livro mostra a relevância de “dar tempo ao tempo” para alcançar respostas genuínas, com reflexão, em oposição à uma sociedade ávida por respostas imediatas, que, muitas vezes, não correspondem à essência do sentimento. Portanto, o tempo aparece como ferramenta essencial a ser considerado para agregar não só o conhecimento geral, mas também de si próprio.

A linguagem visual das ilustrações reforça a ideia de agregar conhecimento, à medida em que as imagens se tornam mais complexas no decorrer da história. No início, as ilustrações possuem fundo branco, com desenhos em uma dimensão (sem volume, sem sombra). Conforme o menino faz as perguntas, as imagens ganham força com o fundo preenchido com a sobreposição de papéis pintados. No final, o personagem alcança uma nova dimensão ao ser desenhado em um papelão e colado nos papéis sobrepostos.

Confira a lista completa do Prêmio Jabuti aqui.
Para ver mais do livro, clique aqui.

para começar o ano com vigor

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Na próxima quarta, dia 04 de fevereiro, na Livraria Martins Fontes (av. Paulista, 509), haverá o lançamento do livro A vida é logo aqui, Sesi-SP Editora, organização de Nelson de Oliveira, com um time de escritores valiosos. Todos estão convidadíssimos!

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O livro – projeto gráfico e ilustrações da Entrelinha – contém 15 contos juvenis. Nas palavras do organizador, “os contos reunidos nesta coletânea para jovens nos mostram, cada um à sua maneira, o ponto de vista de 15 adolescentes brasileiros diante dos horizontes descortinados na passagem para a vida adulta.”

Essa passagem para a vida a adulta traz um conflito natural: o jovem não é mais criança, tampouco um adulto feito. Esse momento de passagem abre uma brecha, um lugar de incertezas, um não-pertencimento de lugar algum. O jovem não se encaixa nem cá, nem lá. O projeto gráfico sugere esse deslocamento de maneira visual. Na abertura de cada conto a imagem encontra-se enquadrada na dupla e nas páginas seguintes, a mesma ilustração aparece deslocada propositalmente, junto a biografia do autor. Na capa e nas páginas iniciais também há um estranhamento “fora de lugar” dos elementos (texto e imagem).

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Cores

A paleta de cor é vasta, há sempre a transformação de uma cor em outra para reforçar a ideia de transição, de movimento. As aberturas são, portanto, bastante coloridas. As cores variam de intensidade de acordo com o clima de cada história. Na capa há ainda a impressão do vermelho vívido e intenso em cor especial (pantone).

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Tipografia

A fonte escolhida para o título e abertura dos capítulos é uma manuscrita intensa, carregada de liberdade e certa rebeldia. Qualquer semelhança com o público jovem não é mera coincidência. Nas biografias do autor foi utilizada uma fonte manuscrita mais contida, um meio-termo entre o desenho tipográfico do título e do texto corrido. No texto corrido foi aplicada uma tipografia serifada, clássica, de boa legibilidade, numa mancha comportada e com margens brancas generosas.

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Para ver mais, visite o site da Entrelinha Design.

 

a festa do jabuti

jabutis_faceOntem, dia 18/11/2014, houve a grande festa de entrega do 56º Prêmio Jabuti, no qual os livros Alfabeto escalafobético (texto de Claudio Fragata e ilustrações de Raquel Matsushita, Jujuba Editora) ganhou o 1º lugar na categoria Didático e Paradidático; e o livro Graffiti – Fine Art (Sesi-SP Editora) ficou em 2º lugar, na categoria Capa.

O anúncio de ambos os livros no telão foi uma grande e emocionante alegria. A subida ao palco, junto com o autor Claudio Fragata e a editora Daniela Padilha, para recebermos o troféu de 1º lugar também foi um momento que ficará guardado para sempre. A sensação de receber dois prêmios dessa magnitude é indescritível.

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Ao final da entrega dos troféus de todas as categorias, foi solicitada a presença de todos os premiados no palco, para um grande brinde ao livro. A soma da alegria individual de se ganhar um Jabuti resultou em uma grande vibração conjunta, de enorme força e espírito de parceria entre os participantes.

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Alegria tripla de Claudio Fragata e Daniela Padilha na comemoração do nosso Alfabeto escalafobético.

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Meus grandes parceiros Rodrigo de Farias e Paula Loreto, da Sesi-SP Editora, na celebração pelo nosso prêmio de capa com o livro Graffiti – Fine Art.

Depoimentos

Foram publicados em mídia social pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) os nossos depoimentos acerca do Prêmio Jabuti.

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“O prêmio Jabuti possui grande valor acadêmico, técnico e cultural. Receber esse prêmio é atestar o reconhecimento desse valor no trabalho  do designer como parte integrante do processo de criação de um livro. O Jabuti, importante termômetro da produção de livros no Brasil, enaltece não somente o livro em si, mas também o criador. A valorização do profissional na área de design gráfico é fundamental para alimentar o círculo virtuoso do bom design. Além do valor estético, o design possui também um valor de negócio: o bom design vende mais. A valorização do design contribui na boa formação do designer, que, por sua vez, exerce um trabalho de melhor qualidade. É um círculo virtuoso no qual o prêmio Jabuti está inserido.” Raquel Matsushita

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“Sem dúvida, o Prêmio Jabuti é a mais alta forma de reconhecimento concedida a um autor brasileiro. É o endosso de que o criador fez escolhas técnicas e estéticas acertadas e de que sua obra tem significado cultural. É uma espécie de divisor de águas: posso definir minha carreira de escritor em “antes e depois” do Jabuti.” Claudio Fragata

“Receber um prêmio dessa magnitude é a certificação do reconhecimento do nosso trabalho como colaboradores na construção do processo da educação infantil. É um orgulho imenso fazer parte da formação dos pequenos leitores.” Raquel Matsushita

Agradecimentos

Agradeço pela intensa troca que me proporcionou Claudio Fragata, a quem admiro há tempos, para fazermos o livro em perfeita harmonia. Igualmente valiosa é a parceria e a confiança dos editores – Daniela Padilha, Paula Loreto e Rodrigo de Farias – para que possamos continuar com este fascinante trabalho de “fazedores de livros”, que tanto nos une. Ganhar o Prêmio Jabuti é uma confirmação de que nosso trabalho vale a pena.

Muito obrigada!

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Para ver mais sobre todas as categorias premiadas, clique aqui.
Para ver mais fotos sobre o evento, clique aqui.

 

 

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Com enorme alegria, anuncio dois livros que entraram como finalistas no prêmio Jabuti 2014, feitos aqui na Entrelinha Design:

• CATEGORIA CAPA: Graffiti, fine art (Sesi-SP Editora)

A primeira capa, com o uso de faca especial, foi transformada numa máscara de grafite, que define o próprio título do livro. O título “grafitado” do livro foi impresso em pantone metalizado cinza.

 

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• CATEGORIA DIDÁTICO E PARADIDÁTICO: Alfabeto escalafobético, de Claudio Fragata e Raquel Matsushita (Jujuba Editora)

O livro de poemas escrito por Claudio Fragata tem projeto gráfico da Entrelinha Design e ilustrações de Raquel Matsushita.

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Machado em quatro contos

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Machado de Assis estreia a coleção Contos filosóficos, com quatro livros dispostos no display: A igreja do diabo; Elogio da vaidade; Ideias de canário; e Teoria do medalhão (Sesi-SP Editora).

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O mockup inicial, em formato reduzido, e a versão final, impresssa na gráfica

O projeto gráfico, desenvolvido pela Entrelinha, apresenta dois pontos principais para a unidade visual da coleção: aplicação de textura de papéis antigos nas capas e o lettering em grande escala que forma, com os livros dispostos lado a lado no display, o nome do autor: MACHADO. 

Em cada livro, as grandes letras também compõem, na capa e no seu verso, o nome do autor. Portanto, os quatro livros juntos formam o todo, ainda que cada um sobreviva separadamente.

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Para cada título, foi adotada uma cor pantone + preto. A cor é aplicada no miolo de maneira intensa, em contraponto às páginas de texto, que recebem uma baixa porcentagem da cor correspondente.

As cores dos livros – azul, vermelho, verde e rosa – foram também aplicadas no display. A faca desenvolvida acomoda vários exemplares de cada livro e possui, no verso, duas abas para garantir estabilidade. Os livros são vendidos separadamente e o display possibilita o livre acesso a cada título.

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Para ver mais dessa coleção, visite o site da Entrelinha Design, em lançamentos.

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O livro de poesias Blue e outras cores do meu voo (Sesi-SP Editora), de Jorge Miguel Marinho, ilustrações de Raquel Matsushita e projeto gráfico da Entrelinha Design acaba de chegar da gráfica. Capa e miolo foram impressos em pantone azul e preto; sobrecapa, que traz o lettering do livro, impressa com o preto em papel vegetal.

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546Veja mais no site da Entrelinha, em lançamentos.