um japão brasileiro

O livro Vovó veio do Japão (Cia. das Letrinhas) é um livro escrito a oito mãos por Janaina Tokitaka, Mika Takahashhi, Raquel Matsushita e Talita Nozomi. Projeto gráfico da Entrelinha Design.

Cada autora escreveu e ilustrou o próprio conto. O livro contempla as estações do ano em quatro histórias que trazem as lembranças vividas com as nossas obaatians (avó em japonês), tendo, como pano de fundo, um alimento da cultura japonesa.

No final do livro, há um caderno com as receitas mencionadas nas narrativas.

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Lançamento

O lançamento acontece no sábado, dia 01 de setembro de 2018, às 16h, na livraria Martins Fontes (av. Paulista, 509). Todos convidados!

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Processo

Abaixo, algumas imagens sobre o processo de criação. Leia a entrevista completa sobre o processo do livro no blog da editora Cia. das Letrinhas.

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Processo: Raquel Matsushita

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Processo: Raquel Matsushita

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Processo: Mika Takahashi

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Processo: Talita Nozomi

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Processo: Talita Nozomi

Mais no site da Entrelinha.

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Prêmio FNLIJ 2018

É com enorme alegria que comemoramos o prêmio FNLIJ 2018 para dois livros:

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  • Categoria Melhor projeto editorial e categoria Jovem:
    Catálogo de perdas
    , contos de João Anzanello Carrascoza; fotos de Juliana Carrascoza; capa e projeto gráfico de Raquel Matsushita. Sesi-SP Editora.
    Veja mais sobre o livro no blog e no site da Entrelinha.

 

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  • Categoria Literatura em língua portuguesa:
    Infâncias – aqui e além mar, poesias de José Jorge Letria e José Santos; ilustrações de Cátia Vidinhas e Guazzelli; capa e projetográfico de Raquel Matsushita. Sesi-SP Editora.

Para ver a lista completa dos vencedores, clique aqui.

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o mundo de lévi-strauss

A biografia de Lévi-Strauss, de Emmanuelle Loyer (Edições Sesc), projeto gráfico e capa da Entrelinha, tem lançamento marcado no dia 8 de maio, 19h, no Sesc Avenida Paulista. Haverá uma mesa com a autora, Manuela Carneiro da Cunha e Fernanda Arêas Peixoto.

Mais no site da Entrelinha.

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design consciente com 50% de desconto!

Meu livro Fundamentos gráficos para um design consciente (Musa Editora) estará com 50% de desconto na 19ª Festa do livro da USP, de 28/11 a 1/12.

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gordinhas mais leves do que o ar…

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O livro Gordinhas, de Orlando Pedroso, com prefácio de Laerte e projeto gráfico da Entrelinha, chegou voando da gráfica!

São 150 desenhos das gordinhas mais charmosas do mundo, cada uma com uma persona(lidade) particular. O formato do livro é pequeno (14 x 14 cm) em capa dura almofadada. Ao pegá-lo, dá para sentir nas mãos, a fofurice do que está por vir.

A tipografia do título com as hastes bem finas – em oposição às imagens – acentua as características dos elementos. Dão também a sensação da leveza dos desenhos, emaranhados nas letras sem movê-las do lugar.

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O lançamento do livro será na próxima terça, dia 28/11, a partir das 19h30, no Bar Genial. Todos convidados!convite_gordinhas

tudo tem princípio e fim

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O 60º livro de Marina Colasanti, publicado pelo selo Escarlate (Brinque Book Editora) foi feito aqui na Entrelinha. Uma grande alegria participar do livro dessa grande autora.

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Os poemas foram divididos em capítulos, cujos títulos, por si só, já são pura poesia. Os desenhos foram feitos também pela autora. Em harmonia com as imagens, apliquei uma textura de madeira em branco no fundo de cor neutra das páginas para dar movimento e destaque ora ao texto, ora à ilustração.

Nas aberturas de capítulo, a textura de madeira foi aplicada com uma cor forte + branco. A tipografia falhada do título dos abres e da capa, como se fossem também impressas em madeira, acompanha a mesma linguagem visual da textura de fundo das páginas.

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dobradinha d’O Zé

Hoje falarei de dois livros feitos aqui na Entrelinha, lançamentos da OZé Editora.

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“Com quantos pingos se faz uma chuva?”, de Maria Amália Camargo (texto) e Ionit Zilberman (ilustrações).

O livro é um compilado de perguntas que mistura humor, nonsense, filosofia, ciência, matemática, amor, cotidiano e muito mais do universo não só infantil, mas de todos nós. Em comum, entre tantas perguntas “soltas”, há o tom reflexivo. Cada uma delas, nos faz pensar muito além de uma única resposta. Há casos em que se trocarmos o ponto de interrogação por uma vírgula, temos o início de uma história. Portanto, há muitas ideias propostas nesse livro para que o leitor embarque numa viagem individual.

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O texto convida a essa atitude ativa e reflexiva do leitor. Sendo assim, a ilustração e o projeto gráfico (alinhados no conceito com muita conversa e trocas) caminham juntos na mesma direção: a história começa com a leitura tradicional do livro e quando vem a “chuva”, as perguntas caem do céu (como se fossem a própria chuva). O leitor é conduzido, pela direção das ilustrações, a virar o livro. A partir daí, se dá a sugestão de um novo ponto de vista para a leitura.

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No final do livro, a chuva diminui e, por consequência, as perguntas. Na última dupla, quando a chuva parou de vez e a cor do céu já é outra, o livro volta à posição tradicional de leitura. É a experiência da chuva de perguntas que vem como um temporal e passa. Mas, nesse caso, as perguntas continuam frescas na nossa cabeça.

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“Pequenas armaduras”, de Janaina Tokitaka. 

Esse livro de poemas tem como personagens diferentes insetos. Num primeiro momento, pode-se pensar que trata-se de textos que vão se limitar ao mundo reles dos bichos em questão. Mas não. Os insetos parecem ser apenas uma maneira para falarmos, no fundo, de nós mesmos. Uma leitura com um olhar profundo e atento é capaz de perfurar essas pequenas armaduras.

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O projeto gráfico do livro teve a liberdade para duplicar, cortar, destacar partes das ilustrações nas duplas de maneira a conduzir esse olhar para uma segunda camada de interpretação dos poemas.

Como é o caso, por exemplo, da dupla do poema “Cupim”, em que os bichos parecem sair do meio do livro (da lombada) e invadir as páginas, enquanto o poema diz: “É estranho que um inseto / possa arruinar uma casa / no entanto, é assim.”. A imagem do cupim foi duplicada e repetida em diversos ângulos e tamanhos, dando a sensação desagradável da invasão dos cupins no próprio livro.

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Outro exemplo é do poema “Bicho-pau”, em que a partir da repetição da imagem do inseto foram construídos galhos de uma árvore sem, no entanto, existir uma árvore, enquanto o texto diz: “A incômoda semelhança / do corpo que é sem estar / sento e espero o dia / em que tomará o meu lugar.

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