LiteraturaResistência

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Desenho do logotipo LiteraturaResistência foi construído com base no principal conceito do movimento (leia aqui a carta-manifesto), que é de resistência e apoio à cadeia do livro de literatura para crianças e jovens.

O logotipo possui uma explícita referência ao construtivismo russo, um marco na história do design gráfico por contemplar, além da estética, a questão política e social:

Construtivismo russo
“Em oposição à ideia de que a arte seria apenas um elemento da criação humana desvinculado da realidade revolucionária da época, o movimento do construtivismo russo, iniciado em 1919, estabeleceu um novo papel para a arte, que se tornou instrumento de transformação social, ligada às questões políticas e aberta às novas tecnologias industriais na construção de um mundo socialista, com base nos conceitos marxistas.

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Entre os artistas de vanguarda da Revolução Russa incluíam-se, entre outros, Marc Chagall, Wassily Kandinsky, que posteriormente foi professor da Bauhaus, e EI Lissitzky, que trabalhou tanto na Rússia como na Europa.
Sob forte influência do suprematismo – movimento artístico iniciado em 1915, na Rússia –, cujo mentor foi Kasimir Malevich (1878-1935), o construtivismo caracterizou-se pela utilização de elementos geométricos, cores primárias, fotomontagem e tipografia sem serifa.

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Uma das marcas do construtivismo foi combinar palavras e imagens, atuando em conjunto, tanto em páginas impressas quanto nos filmes.
Esse tratamento visual revolucionário das imagens com as palavras foi o princípio do fotojornalismo. Um dos fundadores desse movimento foi o russo Alexander Rodchenko (1891-1956). Extremamente versátil – trabalhava como artista plástico, escultor, fotógrafo e designer gráfico –, utilizou amplamente a fotografia (fotografava em ângulos inusitados) para criar fotomontagens de caráter jornalístico.
O construtivismo trouxe grandes mudanças nas artes plásticas e no design moderno, influenciando fortemente movimentos como o De Stijl e a Bauhaus, que surgiriam em seguida.”
(do livro Fundamentos gráficos para um design consciente, de Raquel Matsushita)

Literatura é esperança

O logotipo é, portanto, um grito pela literatura e outro, pela resistência. Juntos, nesse coro, formam um sólido tijolo. E com esse tijolo seguimos construindo a nossa casa. Nesse sentido, a composição carrega uma boa dose de esperança.

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Material de divulgação

A Entrelinha desenvolveu também o material de divulgação do evento: cartazes, convites. Tendo a literatura como pano de fundo, a ideia foi trabalhar com o não-dito, ou seja, com o que está por trás das palavras. O fundo das letras se torna, portanto, o espaço de criação literária.

A paleta de cor é composta por um trio luminoso para garantir de imediato o reconhecimento do movimento em todos os meios de divulgação. Além desse trio, foram aplicadas três cores neutras no fundo das letras, com baixo contraste entre si, para acolher, acalmar e equilibrar o barulho das cores luminosas.

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A exposição

Com imenso prazer, convido a participarem da abertura da exposição, quando acontecerá a mesa de conversa “Como resistir?”, no dia 30.9.2017, às 13h30, na livraria NoveSete (rua França Pinto 97 – Vila Mariana – perto do metrô Ana Rosa).

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Artistas que participam da exposição:
Alexandre Rampazo
Aline Abreu
Ana Terra
Anabella López
André Neves
Andréia Vieira
Angelo Abu
Anielizabeth
Camila Carrossine
Ciça Fittipaldi
Cris Eich
Daniel Bueno
Edith Derdyk
Elma
Flávia Bomfim
Gonzalo Cárcamo
Ionit Zilberman
Ivan Zigg
Janaina Tokitaka
Katia Canton
Larissa Ribeiro
Laurabeatriz
Laurent Cardon
Lúcia Hiratsuka
Marcello Araujo
Marilda Castanha
Marilia Pirillo
Marlette Menezes
Mateus Rios
May Shuravel
Rafa Anton
Raquel Matsushita
Renata Bueno
Renato Moriconi
Rosana Urbes
Rosinha
Silvana Rando
Stela Barbieri
Suryara Bernardi

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Curso de design gráfico

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Inscrições abertas para o curso “Fundamentos gráficos para um design consciente”, com Raquel Matsushita.

Início em setembro, dia 30. Serão 5 encontros + oficina tipográfica com Andre Hellmeister.

Palestrantes convidados: Moema Cavalcanti e Rubens Lima.

Inscrições pelo email do Espaço das três: AQUI.
Para saber mais do conteúdo do curso e do livro: AQUI

Claro, Cleusa. Claro, Clóvis

Lançamento do meu livro “Claro, Cleusa. Claro, Clóvis” (Editora do Brasil), sábado, dia 29/07/2017, na Livraria NoveSete. Todos convidadíssimos!

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Sobre o livro

O foco do livro é a fase natural do desenvolvimento da sociabilidade infantil, quando as crianças se relacionam em duplas. Essa dinâmica acontece primeiramente na própria família: mãe/filho, pai/filho ou entre irmãos. Na escola, essa relação a dois aparece com bastante evidência. Com o tempo, as crianças aprendem a se relacionar em trios. E, por último, em grupos maiores (teoria da Matriz de Identidade, de J. L. Moreno).
O livro trata, portanto, do amadurecimento das relações humanas e do encontro individual com a própria identidade. Esse caminho – muito prazeroso, mas também repleto de conflitos – é essencial na construção das amizades saudáveis e respeitosas. Um aprendizado que levamos para a vida adulta.

E N T R E V I S T A

Quando surgiu a ideia de escrever o livro Claro, Cleusa. Claro, Clóvis.? O que a motivou?
Raquel: Percebi uma situação corriqueira, principalmente nas escolas: a dificuldade de inclusão de um colega na amizade sólida entre dois amigos. A passagem das duplas para os trios. E, depois, para grupos maiores. É um processo natural do desenvolvimento da sociabilidade infantil. No entanto, esse aprendizado acontece, geralmente, com muito conflito. Jogar luz sobre esse assunto é uma forma de ajudar o leitor a se reconhecer na situação e provocar uma reflexão. Ao se espelhar nos problemas dos personagens, a criança já não se sente sozinha nessa condição. Desenvolve, assim, uma empatia. A ficção é maravilhosa por isso também.

Como surgiu a ideia de criar um texto sobre amizade usando figuras geométricas?
Raquel: A ideia de usar os personagens como figuras geométricas foi intencional para, logo de cara, desconstruir uma expectativa do senso comum. Dessa forma, desde a capa e a primeira página da história, na qual os personagens são apresentados, o leitor entra no clima dessa desconstrução e se abre para receber as imagens seguintes, que são mais complexas. A leitura das ilustrações – que as formas geométricas constroem – é absolutamente aberta, ou seja, cada um lê as imagens como quer, não há uma interpretação única. Com essa condição, introduzi na prática a vivência da diferença de ponto de vista. Não tem o certo, nem o errado, mas sim, o olhar individual de cada um. Um caminho para introduzir o respeito das diferenças.

Entrar nesse imaginário infantil por meio das cores e formas, ajuda a incutir nas crianças uma lição como, por exemplo, a importância de se respeitar diferenças e o valor da amizade?
Raquel: Penso que instigar a reflexão surte mais efeito nas crianças do que passar uma lição ou uma moral. Nessa história, por exemplo, não há intervenção de um adulto para mediar o conflito e passar uma lição. Os personagens, que são crianças, vivenciam o conflito, refletem sobre ele e transformam a situação. Portanto, a ideia de respeito às diferenças é transmitida não como moral, mas como aprendizado. O uso de cores fortes e formas geométricas simples são ferramentas para atrair a atenção do leitor. O livro foi impresso com três cores especiais (pantones). A escolha de cores contrastantes atribui a cada um deles uma personalidade diferente. O azul e o amarelo, por exemplo, são cores que se complementam de forma harmônica no círculo cromático. Já o rosa, é uma cor intermediária entre eles. Há o branco também, que aparece quando as formas são dobradas. O verso de todos os personagens são, portanto, idênticos. Se por um lado, cada um possui sua particulariedade de forma e cor, por outro, são todos iguais. Essa dualidade da condição humana aparece nas imagens, sem ser dita com palavras.

Como nasceu seu interesse em escrever para esse público infanto-juvenil? Como, na sua opinião, os livros ajudam na formação da criança?
Raquel: O meu interesse em escrever para o público infantojuvenil vem da minha experiência como leitora. Quando me identifico com algum personagem ou com a história de um livro, há uma abertura para a reflexão. Penso que a literatura é uma ponte que dá acesso aos sentimentos mais profundos e, por esse espelhamento, somos capazes de compreender melhor a condição humana. E a literatura infantil é uma oportunidade valiosíssima na formação de uma criança leitora, que cresce se reconhecendo nos outros e, por consequência, em si mesma. É um aprendizado para a vida toda.

 

 

Trabalhos selecionados na ADG

Três vivas! Três trabalhos da Entrelinha Design selecionados para a 12ª Bienal Brasileira de Design Gráfico!

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Veja mais em:
Histórias de gente, histórias da gente
Mulheres no poder
Coleção Pedro fugiu de casa

E no site da Entrelinha.

curso de design de livro

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O curso “Fundamentos gráficos para um design consciente”, de Raquel Matsushita será realizado no segundo semestre desse ano, de 29/08/17 a 30/09/17, no Espaço das três. Convidados especiais para palestras (Moema Cavalcanti e Rubens Lima) e para oficina tipográfica (Andre Hellmeister).

AULA 1 • 29/08/17 | Design Gráfico
• História do design gráfico
• Composição

AULA 2 • 05/09/17 | Tipografia
• História da tipografia
• Evolução do desenho tipográfico
• Nomenclatura tipográfica
• Classificação dos tipos
• Variação do desenho tipográfico

AULA 3 • 12/09/17 | Cores
• Dimensões
• Classificação
• Combinação
• Relatividade
• Escala de cores

AULA 4 • 19/09/17 | Produção gráfica I
• Formato e tipos de papel
• Retícula e lineatura
• Pré-impressão
PALESTRA DE RUBENS LIMA

AULA 5 • 26/09/17 | Produção gráfica II
• Tipos de reprodução
• Acabamento gráfico
PALESTRA DE MOEMA CAVALCANTI

OFICINA • 30/09/17 | Tipografia & colagem
Experimentação prática dos conceitos abordados no curso.
COM ANDRE HELLMEISTER 

Mais informações e inscrição pelo email: espacodastres@gmail.com

a volta do Design consciente

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O livro Fundamentos gráficos para um design consciente, de Raquel Matsushita (352 páginas, Musa Editora) chega ao mercado na sua 2ª reimpressão.

A obra aborda os cinco pilares fundamentais para a construção consciente do exercício do design gráfico:

  • 1. história do design gráfico
  • 2. tipografia
  • 3. as cores
  • 4. produção gráfica
  • 5. práticas profissionais

“Este é um livro que aborda não só conceitos básicos de design, mas muitas outras coisas em torno dele. Para mim, essas ‘outras’ coisas são a parte mais interessante do design de um objeto: seus limites, o ponto de contato entre ele e o que está em volta. Assim, os capítulos sobre cor, tipografia, produção gráfica e prática profissional são completos e instrumentais, mas há mais.”
Carlito Carvalhosa, do prefácio Afinal, livros eram vendidos sem capa.

“Design gráfico: dentro do território do design gráfico, utilizarei como referência, no que vem a seguir, a excelente obra de Matsushita.”
Lucia Santaella, no livro Leitura de imagens (Ed. Melhoramentos)

Aproveite a promoção no site da Entrelinha Design.

Mais sobre o livro: aqui.

A arte de Robert Lepage

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“Robert Lepage: conversas sobre arte e método”, de Renate Klett, (Sesc Edições, 2017), projeto gráfico da Entrelinha Design, é o livro precioso que abre o ano com muita alegria.

A palavra‑chave que norteou a criação visual da capa foi “fragmento”. O método de construção da obra de Lepage é feita em conjunto, os envolvidos numa peça contribuem com ideias, não há hierarquia de cargos. Dessa maneira, os fragmentos se integram perfeitamente e formam o todo.

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O livro foi impresso com dois pantones de alto contraste, o que gera intensidade. Novas cores foram criadas a partir da sobreposição, em diversas porcentagens, dos pantones. A exploração ao extremo das ferramentas que temos em mãos é uma característica marcante do método criativo de Lepage: extrair o máximo de tudo, com intensidade.

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Para ver mais sobre o livro, entre no site da Entrelinha Design.