Curso de design gráfico

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Inscrições abertas para o curso “Fundamentos gráficos para um design consciente”, com Raquel Matsushita.

Início em setembro, dia 30. Serão 5 encontros + oficina tipográfica com Andre Hellmeister.

Palestrantes convidados: Moema Cavalcanti e Rubens Lima.

Inscrições pelo email do Espaço das três: AQUI.
Para saber mais do conteúdo do curso e do livro: AQUI

Claro, Cleusa. Claro, Clóvis

Lançamento do meu livro “Claro, Cleusa. Claro, Clóvis” (Editora do Brasil), sábado, dia 29/07/2017, na Livraria NoveSete. Todos convidadíssimos!

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Sobre o livro

O foco do livro é a fase natural do desenvolvimento da sociabilidade infantil, quando as crianças se relacionam em duplas. Essa dinâmica acontece primeiramente na própria família: mãe/filho, pai/filho ou entre irmãos. Na escola, essa relação a dois aparece com bastante evidência. Com o tempo, as crianças aprendem a se relacionar em trios. E, por último, em grupos maiores (teoria da Matriz de Identidade, de J. L. Moreno).
O livro trata, portanto, do amadurecimento das relações humanas e do encontro individual com a própria identidade. Esse caminho – muito prazeroso, mas também repleto de conflitos – é essencial na construção das amizades saudáveis e respeitosas. Um aprendizado que levamos para a vida adulta.

E N T R E V I S T A

Quando surgiu a ideia de escrever o livro Claro, Cleusa. Claro, Clóvis.? O que a motivou?
Raquel: Percebi uma situação corriqueira, principalmente nas escolas: a dificuldade de inclusão de um colega na amizade sólida entre dois amigos. A passagem das duplas para os trios. E, depois, para grupos maiores. É um processo natural do desenvolvimento da sociabilidade infantil. No entanto, esse aprendizado acontece, geralmente, com muito conflito. Jogar luz sobre esse assunto é uma forma de ajudar o leitor a se reconhecer na situação e provocar uma reflexão. Ao se espelhar nos problemas dos personagens, a criança já não se sente sozinha nessa condição. Desenvolve, assim, uma empatia. A ficção é maravilhosa por isso também.

Como surgiu a ideia de criar um texto sobre amizade usando figuras geométricas?
Raquel: A ideia de usar os personagens como figuras geométricas foi intencional para, logo de cara, desconstruir uma expectativa do senso comum. Dessa forma, desde a capa e a primeira página da história, na qual os personagens são apresentados, o leitor entra no clima dessa desconstrução e se abre para receber as imagens seguintes, que são mais complexas. A leitura das ilustrações – que as formas geométricas constroem – é absolutamente aberta, ou seja, cada um lê as imagens como quer, não há uma interpretação única. Com essa condição, introduzi na prática a vivência da diferença de ponto de vista. Não tem o certo, nem o errado, mas sim, o olhar individual de cada um. Um caminho para introduzir o respeito das diferenças.

Entrar nesse imaginário infantil por meio das cores e formas, ajuda a incutir nas crianças uma lição como, por exemplo, a importância de se respeitar diferenças e o valor da amizade?
Raquel: Penso que instigar a reflexão surte mais efeito nas crianças do que passar uma lição ou uma moral. Nessa história, por exemplo, não há intervenção de um adulto para mediar o conflito e passar uma lição. Os personagens, que são crianças, vivenciam o conflito, refletem sobre ele e transformam a situação. Portanto, a ideia de respeito às diferenças é transmitida não como moral, mas como aprendizado. O uso de cores fortes e formas geométricas simples são ferramentas para atrair a atenção do leitor. O livro foi impresso com três cores especiais (pantones). A escolha de cores contrastantes atribui a cada um deles uma personalidade diferente. O azul e o amarelo, por exemplo, são cores que se complementam de forma harmônica no círculo cromático. Já o rosa, é uma cor intermediária entre eles. Há o branco também, que aparece quando as formas são dobradas. O verso de todos os personagens são, portanto, idênticos. Se por um lado, cada um possui sua particulariedade de forma e cor, por outro, são todos iguais. Essa dualidade da condição humana aparece nas imagens, sem ser dita com palavras.

Como nasceu seu interesse em escrever para esse público infanto-juvenil? Como, na sua opinião, os livros ajudam na formação da criança?
Raquel: O meu interesse em escrever para o público infantojuvenil vem da minha experiência como leitora. Quando me identifico com algum personagem ou com a história de um livro, há uma abertura para a reflexão. Penso que a literatura é uma ponte que dá acesso aos sentimentos mais profundos e, por esse espelhamento, somos capazes de compreender melhor a condição humana. E a literatura infantil é uma oportunidade valiosíssima na formação de uma criança leitora, que cresce se reconhecendo nos outros e, por consequência, em si mesma. É um aprendizado para a vida toda.

 

 

Trabalhos selecionados na ADG

Três vivas! Três trabalhos da Entrelinha Design selecionados para a 12ª Bienal Brasileira de Design Gráfico!

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Veja mais em:
Histórias de gente, histórias da gente
Mulheres no poder
Coleção Pedro fugiu de casa

E no site da Entrelinha.

curso de design de livro

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O curso “Fundamentos gráficos para um design consciente”, de Raquel Matsushita será realizado no segundo semestre desse ano, de 29/08/17 a 30/09/17, no Espaço das três. Convidados especiais para palestras (Moema Cavalcanti e Rubens Lima) e para oficina tipográfica (Andre Hellmeister).

AULA 1 • 29/08/17 | Design Gráfico
• História do design gráfico
• Composição

AULA 2 • 05/09/17 | Tipografia
• História da tipografia
• Evolução do desenho tipográfico
• Nomenclatura tipográfica
• Classificação dos tipos
• Variação do desenho tipográfico

AULA 3 • 12/09/17 | Cores
• Dimensões
• Classificação
• Combinação
• Relatividade
• Escala de cores

AULA 4 • 19/09/17 | Produção gráfica I
• Formato e tipos de papel
• Retícula e lineatura
• Pré-impressão
PALESTRA DE RUBENS LIMA

AULA 5 • 26/09/17 | Produção gráfica II
• Tipos de reprodução
• Acabamento gráfico
PALESTRA DE MOEMA CAVALCANTI

OFICINA • 30/09/17 | Tipografia & colagem
Experimentação prática dos conceitos abordados no curso.
COM ANDRE HELLMEISTER 

Mais informações e inscrição pelo email: espacodastres@gmail.com

a volta do Design consciente

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O livro Fundamentos gráficos para um design consciente, de Raquel Matsushita (352 páginas, Musa Editora) chega ao mercado na sua 2ª reimpressão.

A obra aborda os cinco pilares fundamentais para a construção consciente do exercício do design gráfico:

  • 1. história do design gráfico
  • 2. tipografia
  • 3. as cores
  • 4. produção gráfica
  • 5. práticas profissionais

“Este é um livro que aborda não só conceitos básicos de design, mas muitas outras coisas em torno dele. Para mim, essas ‘outras’ coisas são a parte mais interessante do design de um objeto: seus limites, o ponto de contato entre ele e o que está em volta. Assim, os capítulos sobre cor, tipografia, produção gráfica e prática profissional são completos e instrumentais, mas há mais.”
Carlito Carvalhosa, do prefácio Afinal, livros eram vendidos sem capa.

“Design gráfico: dentro do território do design gráfico, utilizarei como referência, no que vem a seguir, a excelente obra de Matsushita.”
Lucia Santaella, no livro Leitura de imagens (Ed. Melhoramentos)

Aproveite a promoção no site da Entrelinha Design.

Mais sobre o livro: aqui.

A arte de Robert Lepage

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“Robert Lepage: conversas sobre arte e método”, de Renate Klett, (Sesc Edições, 2017), projeto gráfico da Entrelinha Design, é o livro precioso que abre o ano com muita alegria.

A palavra‑chave que norteou a criação visual da capa foi “fragmento”. O método de construção da obra de Lepage é feita em conjunto, os envolvidos numa peça contribuem com ideias, não há hierarquia de cargos. Dessa maneira, os fragmentos se integram perfeitamente e formam o todo.

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O livro foi impresso com dois pantones de alto contraste, o que gera intensidade. Novas cores foram criadas a partir da sobreposição, em diversas porcentagens, dos pantones. A exploração ao extremo das ferramentas que temos em mãos é uma característica marcante do método criativo de Lepage: extrair o máximo de tudo, com intensidade.

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Para ver mais sobre o livro, entre no site da Entrelinha Design.

Prêmio da biblioteca nacional

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Com imensa alegria a Entrelinha comemora a conquista do prêmio literário da Biblioteca Nacional 2016, com a coleção “Pedro fugiu de casa” (Edições de Janeiro), na categoria Projeto gráfico.

A coleção – editada por Renata Nakano, com texto de Jorge Nóbrega e ilustrações de Guazzelli – contém sete livros encartados em uma luva.

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Veja mais aqui.

A lista completa dos vencedores no site da Biblioteca Nacional.